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Mariana Conti garante vaga na Alesp enquanto esquerda local perde espaço

Mariana Conti garante vaga na Alesp enquanto esquerda local perde espaço
Conti (PSol) votando no último domingo (4), quando foi eleita deputada estadual Crédito: Daphne Goulart

Com uma votação expressiva de 126.344 votos, a vereadora Mariana Conti (PSol) assegurou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), praticamente triplicando o desempenho em 2022, quando obteve 43.988. O resultado marca a superação de um desafio central da campanha: furar o isolamento regional.


Forte no Estado

Embora mantenha forte ligação local, a parlamentar registrou preferência em 565 dos 645 municípios paulistas. A capital, por exemplo, lhe garantiu 23.426 votos, destacando-se como o nome da esquerda campineira, devido à bandeira ideológica, que vem concentrando na pessoa dela os votos da comunidade acadêmica.


Apoio de peso

Além disso, Conti contou com a dobrada de Sâmia Bomfim, reeleita deputada federal em quinto lugar, com 583.107 votos (2,46% dos válidos no Estado). Já Pedro Tourinho (PT), voltou a ser suplente em Brasília, estabelecendo um cenário de capitais políticos distintos no espectro progressista.

Consolidação

Conti encerra a trajetória na Câmara de Campinas após três mandatos consecutivos como vereadora. Nas últimas duas disputas municipais, ostentou o título de candidata mais votada da cidade, construindo uma sólida reputação de atuação comunitária e fiscalização do Executivo que serviu de alicerce para a candidatura.

Liderança estadual

A chegada à Alesp ocorre com uma base eleitoral de Conti significativamente mais ampla e diversificada em comparação a pleitos passados. O patamar atingido consolida o nome da parlamentar como liderança de projeção estadual, capaz de articular demandas regionais em uma arena política muito maior.

Novo protagonismo

O contraste de desempenho entre as duas principais figuras da esquerda campineira reflete momentos distintos. Enquanto a liderança petista enfrentou desidratação e recuo, a psolista registrou uma curva ascendente contínua, assumindo a dianteira na preferência do eleitorado progressista.