dengue em Campinas

Campinas divulga 40º alerta de arboviroses com 32 bairros em risco

Secretaria de Saúde reforça medidas de prevenção e amplia ações nas áreas com maior chance de transmissão da dengue

Campinas divulga 40º alerta de arboviroses com 32 bairros em risco
O documento elenca 32 bairros que apresentaram maior risco para dengue na última semana Crédito: Carlos Bassan

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 1º de outubro, o 40º Alerta Arboviroses com a relação de 32 bairros que apresentaram maior risco para dengue na última semana. O município não registrou óbitos pela doença neste ano, mas já confirmou 4.053 casos entre 1º de janeiro e 28 de setembro.

O levantamento serve para orientar ações de prevenção e ampliar a comunicação com moradores das áreas mais vulneráveis. Além dos bairros listados, a recomendação vale para toda a cidade, inclusive regiões do entorno que também podem registrar transmissão.

Quais são as áreas com maior risco

Na região Leste, aparecem Vila Itapura, Vila 31 de Março, Vila Lafayette Álvaro, Parque Brasília, Jardim Flamboyant e Vila Nogueira. No Noroeste, estão Vila Padre Manoel de Nóbrega, Jardim Garcia, Conjunto Residencial Parque São Bento, Conjunto Habitacional Parque da Floresta e Cidade Satélite Íris I.

O alerta também inclui bairros das regiões Norte, Sudoeste, Sul e Suleste, como Bonfim, Botafogo, Vila Proost de Souza, Jardim Chapadão, Porto Seguro, Vida Nova, Vila Vitória, DIC V, DIC VI, Jardim Melina, Jardim Aeronave de Viracopos, Jardim Puccamp, Jardim Columbia, Jardim San Diego, Parque das Camélias, Jardim Mercedes, Vila Abaeté, Parque Jambeiro, Jardim Santa Judith, Jardim Leonor e Ponte Preta.

Como a Prefeitura define o alerta

A Saúde considera diferentes indicadores para elaborar o material, entre eles a incidência de casos, a possível ocorrência de nova transmissão, a necessidade de reforço em locais com imóveis sem acesso, a densidade populacional e a comunicação sobre as ações dos agentes. O alerta também se estende aos bairros menores que ficam no entorno das regiões indicadas.

Com isso, a Prefeitura busca priorizar o trabalho das equipes de campo e orientar medidas mais rápidas para reduzir a circulação do mosquito. O objetivo é evitar que áreas com risco elevado avancem para cenários mais graves ao longo das próximas semanas.

Ações de combate e participação da população

Entre 1º de janeiro e 23 de setembro, foram realizadas 1.270.445 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas. No mesmo período, a cidade também aplicou nebulização costal em 53.382 logradouros, ampliando a cobertura nas áreas com maior preocupação sanitária.

A Prefeitura reforça que o controle da dengue depende da atuação coletiva. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, 80% dos criadouros estão dentro de casa, o que torna essencial eliminar água parada, tampar caixas d’água, retirar pratinhos de vasos e manter vasos sanitários sem uso devidamente fechados.

Também é importante descartar corretamente pneus, latas e outros objetos que possam acumular água. A orientação é que cada morador mantenha a vigilância diária, especialmente porque a prevenção continua sendo a forma mais eficiente de interromper o ciclo do Aedes aegypti.