PINGA-FOGO

Câmara vota mudanças nas regras de ocupação do solo

Câmara vota mudanças nas regras de ocupação do solo
Texto traz mudanças diretas no cálculo do coeficiente de aproveitamento dos terrenos Crédito: Câmara Municipal de Campinas

A Câmara vota nesta quarta-feira (30) em a proposta da prefeitura que altera as regras de ocupação do solo na cidade. O texto traz mudanças diretas no cálculo do coeficiente de aproveitamento dos terrenos e na cobrança da outorga onerosa, mecanismo que autoriza construções acima do limite padrão em troca de uma compensação financeira ao município.


Limite de construção

O projeto estabelece a regra de que o índice básico de construção passa a ser igual para todos os imóveis da cidade. Isso significa que a área total construída poderá ser, em regra, equivalente à própria área do terreno. Para lotes que englobam mais de um zoneamento antigo, valerá a regra do setor que ocupar a maior parte da área.

Novo cálculo

Imóveis no centro, de antigas zonas de uso misto ou residencial, terão o potencial construtivo ampliado. Para edificar acima do limite básico, o empreendedor precisa pagar a outorga onerosa. A nova fórmula passa a considerar a extensão do terreno, a diferença entre o volume construído e o limite padrão, o valor do metro quadrado e a localização.

Incentivos

Projetos já em tramitação sem cobrança emitida poderão optar pela nova regra em prazo delimitado após a sanção da lei. Empreendimentos de grande porte que possuem termos de compromisso assinados mantêm as condições acordadas. Na Área de Proteção Ambiental, as normas vigentes seguem aplicadas até o término de estudos de adequação.

Interesse social

Oferece descontos na taxa para incentivar determinados modelos urbanísticos. Construções voltadas à habitação de interesse social, espaço comercial e áreas abertas à circulação pública recebem metade do valor de desconto. Terrenos que reservarem espaço para fruição do público ganham abatimento menor.

Objetivos da administração

Segundo o Executivo, a revisão da norma resulta de estudos técnicos entre secretarias municipais para tornar o processo mais transparente e previsível. A intenção é organizar o crescimento urbano com segurança jurídica para os empreendedores e alinhar a legislação às diretrizes do planejamento da cidade.