O valor da cesta básica de Campinas subiu 2,87% em agosto e atingiu R$ 832,99, contrariando a tendência de queda registrada nas capitais do Sudeste e no cenário nacional.
O levantamento do Observatório PUC-Campinas, conduzido pelo professor Pedro de Miranda Costa, aponta que o movimento foi impulsionado principalmente pelas altas do tomate, da banana e do leite.
Com o resultado, o custo dos alimentos essenciais passou a comprometer 51,39% do salário-mínimo vigente no país, que é de R$ 1.621. O aumento dos preços em Campinas desviou do comportamento observado no restante da Região Sudeste, onde todas as capitais apresentaram recuo: São Paulo (-1,58%), Rio de Janeiro (-0,49%), Vitória (-0,67%) e Belo Horizonte (-0,74%).
Em âmbito nacional, a queda prevaleceu em 25 das 28 capitais pesquisadas, com apenas três localidades registrando elevação nos custos.
Produtos mais caros
Entre os itens que mais pressionaram o orçamento do consumidor campineiro, o tomate liderou as altas com avanço de 10,19%, em movimento de recuperação após a forte queda registrada em julho.
A banana apresentou alta de 9,19%, o leite subiu 8,65% e a farinha de trigo encareceu 6,55%. Em contrapartida, a batata manteve a trajetória descendente pelo segundo mês consecutivo e recuou 9,06%, enquanto o feijão e o arroz registraram reduções mais modestas, de 2,01% e 0,54%, respectivamente.
No acumulado do ano, até agosto, as maiores altas na cesta de Campinas pertencem ao leite, com avanço de 40,23%, e ao feijão, que acumula alta de 37,03%.
A batata, que havia liderado os aumentos no primeiro semestre, teve seu acumulado reduzido para 18,57% em razão das quedas recentes. Já o açúcar (-14,38%) e a banana (-10,66%) figuram como as principais quedas.
Sudeste
No comparativo do acumulado do ano até agosto entre as cidades da Região, a variação de 6,41% em Campinas posiciona o município abaixo de Vitória (8,63%), Rio de Janeiro (7,47%) e São Paulo (6,46%), mas acima de Belo Horizonte (5,02%). Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada da cesta básica campineira é de 5,42%.
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