Campinas

Com ação em Campinas, PF mantém ritmo e soma mais de 40 operações durante impasse no STF

Corporação manteve ritmo de cumprimento de ordens judiciais em todo o país após breve afastamento e recondução do diretor-geral; Delegacia da PF de Campinas teve deflagração da Operação Archimagus

Com ação em Campinas, PF mantém ritmo e soma mais de 40 operações durante impasse no STF
Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Apesar da instabilidade institucional provocada pelo breve afastamento e posterior reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a corporação manteve o ritmo de operações ostensivas pelo País, incluindo ações realizadas a partir da Delegacia da Polícia Federal de Campinas.

A decisão de afastar Rodrigues havia sido tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o chefe da corporação foi reintegrado ao posto por determinação do ministro Flávio Dino, integrante da mesma Corte, que citou o risco de prejuízo às atividades policiais. Diante do impasse no tribunal, presidente do STF, ministro Edson Fachin, interveio no conflito e suspendeu as duas decisões.

No entanto, o volume de operações divulgado pela própria instituição indica que o cumprimento de ordens expedidas pelo Poder Judiciário seguiu o cronograma regular nas superintendências e delegacias regionais. No período entre o afastamento, a recondução e o dia seguinte às decisões, o portal oficial da Polícia Federal (gov.br/pf) registrou a deflagração de mais de 40 operações e ações policiais em diversos estados.

Atuação da PF e do Ficco na Região de Campinas

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/Campinas) deflagrou a Operação Archimagus, na última quarta-feira (9), com o objetivo de aprofundar investigações sobre a atuação de um grupo voltado ao tráfico de drogas. A ação cumpriu dois mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Vinhedo (SP) e Jacutinga (MG), incluindo a fiscalização de um imóvel apontado como ponto de guarda de entorpecentes. O vereador Hélio Silva (Cidadania), presidente da Câmara Municipal de Sumaré (SP), foi preso na ação.

Ao longo da apuração, foram colhidos indícios relacionados ao financiamento para aquisição de drogas, logística de armazenamento e comercialização em pontos de tráfico na região de Sumaré, além do uso de imóveis e pessoas jurídicas na dinâmica criminosa.

A Ficco/Campinas é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militar e Civil de SP e Guarda Municipal de Paulínia. A operação contou também com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, e com suporte operacional do Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) e do 1º e 10º Batalhões de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP).

Ações ostensivas pelo País

Em âmbito nacional, o fluxo de trabalhos envolveu o combate a crimes financeiros na fronteira sul do país, como a Operação Cold Trail, que bloqueou R$ 254 milhões, além da repressão a fraudes previdenciárias e licitatórias no Nordeste, resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão e combate a crimes eleitorais e ambientais.

A manutenção do fluxo de trabalho reflete o rito técnico das forças de segurança públicas: operações que envolvem o cumprimento de dezenas de mandados dependem de meses de apuração e de datas fixadas pelo Judiciário, mantendo a autonomia da rotina operacional das delegacias regionais.