Campanhas ampliam a vacinação em Campinas
Campinas registrou um aumento expressivo na aplicação de doses da vacina contra o sarampo em agosto. Foram 6.719 imunizações no mês, número 94,64% maior do que a média mensal do primeiro semestre de 2026, que era de 3.452 doses. O avanço veio após a intensificação das ações da Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a proteção da população.
Segundo a coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli, o resultado está ligado à mobilização conjunta e à divulgação das campanhas. A cidade não tem casos da doença desde 2021, mas reforçou a prevenção diante do cenário epidemiológico no Estado de São Paulo e de surtos em outros países.
Busca ativa identificou crianças com pendências
Como parte das medidas preventivas, a Saúde de Campinas ampliou a busca ativa por crianças com esquema vacinal incompleto. O levantamento identificou 11.837 crianças de até 4 anos com registros pendentes de imunização contra o sarampo no sistema e-SUS, o que levou ao início do contato com as famílias.
De acordo com a prefeitura, a ausência de registro pode significar que a criança realmente não recebeu todas as doses, mas também pode ocorrer por vacinação em outra cidade, na rede privada ou por inconsistências no sistema. Com isso, as equipes passaram a avaliar cada caso individualmente para convocar os responsáveis.
Multivacinação e ações em escolas e instituições
A campanha de multivacinação começou em 3 de agosto e incluiu ações em escolas, um mutirão no Campinas Shopping e o Dia D realizado em 22 de agosto. Somente nessa data, foram aplicadas 587 doses da tríplice viral, vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A estratégia seguiu até 1º de setembro.
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Cerca de 60 escolas municipais e estaduais receberam equipes de vacinação ao longo da mobilização. A Secretaria de Saúde também promoveu reuniões com escolas, universidades e a rede hospitalar para orientar sobre prevenção, organização dos serviços e alerta epidemiológico. O objetivo foi reforçar a importância da imunização e ampliar a comunicação com alunos, profissionais e famílias.
Quem deve se vacinar e quais sintomas exigem atenção
A vacina tríplice viral está disponível para pessoas sem esquema vacinal completo. O calendário prevê duas doses na infância, aos 12 e aos 15 meses, e o esquema varia conforme a idade: pessoas de 5 a 29 anos devem receber duas doses; de 30 a 59 anos, uma dose; e trabalhadores da saúde, duas doses.
A Saúde Municipal também orienta a população a procurar atendimento ao surgirem febre e manchas vermelhas no corpo, especialmente quando acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. A recomendação é buscar uma unidade de saúde diante de qualquer suspeita e informar histórico de viagem, o que ajuda na notificação rápida e no controle da doença.
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