A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 3 de setembro, o 36º Alerta Arboviroses com 23 bairros em alto risco de transmissão. O objetivo é ampliar a vigilância sobre a circulação do mosquito Aedes aegypti e orientar a população sobre medidas de prevenção.
Além das áreas listadas, o alerta também vale para bairros menores do entorno e para regiões que estavam na edição anterior, mas não aparecem neste novo levantamento. A medida busca acelerar a eliminação de criadouros e apoiar o trabalho das equipes de saúde.
Quais bairros estão em alto risco
Na região Leste, foram incluídos Taquaral, Vila Rossi e Borchi e Vila Iza. No Noroeste, aparece Cidade Satélite Íris I. Já no Norte, os bairros em destaque são Vila Santa Isabel, Jardim Independência e CDHU Edvaldo Orsi.
No Sudoeste, entram Parque Residencial Vila União, Vila Palácios, Jardim Yeda, Jardim Santa Lúcia, Conjunto Habitacional Vida Nova I e II, Núcleo Residencial Vila Vitória e Jardim Marajó. No Sul, o alerta abrange Jardim São Domingos, Jardim Marisa e Vila Palmeiras I e II. No Sudeste, a lista inclui Jardim Esmeraldina, Jardim Samambaia, Jardim Tamoio, Jardim Aliança e Jardim Estoril.
Casos e ações de combate
Entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano, Campinas confirmou 3.810 casos de dengue. No mesmo período, a cidade realizou 1.138.441 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas, além de 53.382 visitas para nebulização costal.
Segundo a Secretaria de Saúde, o alerta leva em conta indicadores como incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforço em imóveis sem acesso, densidade populacional e comunicação das ações dos agentes. O objetivo é direcionar esforços para os locais com maior vulnerabilidade.
O que a população deve fazer
A Prefeitura reforça que o combate às arboviroses depende da participação de toda a sociedade. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde mostra que 80% dos criadouros estão dentro de casa, o que torna a prevenção doméstica ainda mais importante.
Para evitar a proliferação do mosquito, é necessário eliminar água parada, descartar corretamente latas, pneus e outros objetos, manter a caixa d'água vedada e retirar ou limpar o pratinho dos vasos de plantas com frequência. Vasos sanitários sem uso também devem permanecer fechados.
As visitas domiciliares feitas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e profissionais de empresa contratada são parte central da estratégia de prevenção. A orientação da Secretaria é que os moradores colaborem com o acesso às residências e sigam as recomendações repassadas pelas equipes.
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