A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) intensificou as operações de trânsito ao longo do ano, com foco na prevenção de acidentes e no combate à combinação de álcool e direção. Até agosto, foram aplicados 15,4 mil testes com bafômetro passivo em ações realizadas com apoio da Polícia Militar, da Guarda Municipal e do Detran-SP.
No período, ocorreram 156 blitze integradas, incluindo 21 Operações pela Vida e três Operações Direção Segura Integradas. O trabalho resultou em 452 autuações relacionadas ao consumo de álcool e à recusa em realizar o teste, além da abordagem de quase 9 mil veículos.
Álcool, recusa e punições mais severas
Os testes passivos funcionam como uma primeira triagem. Quando há indicação de consumo de álcool, o condutor é submetido ao bafômetro ativo, que mede a concentração exata da substância. É nessa etapa que muitos motoristas e motociclistas acabam recusando o exame, o que também gera autuação gravíssima.
Tanto a recusa quanto dirigir sob efeito de álcool resultam em multa multiplicada por dez, no valor de R$ 2.934,70, além de recolhimento da habilitação e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quando o teor alcoólico chega a 0,34 mg/L ou mais, a infração passa a ser crime de trânsito, com possibilidade de detenção e outras penalidades previstas em lei.
Infrações mais comuns nas blitze
Nas 156 operações, os agentes identificaram mais de 5,7 mil comportamentos irregulares. O licenciamento vencido liderou o ranking, com 784 autuações, seguido por escapamento defeituoso ou sem silenciador, com 610 registros, e pela recusa ao bafômetro, com 437 casos.
Também apareceram com frequência pneu liso, sistema de iluminação alterado, falta de cinto de segurança, condução sem habilitação, ausência de equipamentos obrigatórios e irregularidades na placa. Ao todo, mais de mil veículos foram removidos ao pátio por situações que representam risco direto à segurança viária.
Motociclistas concentram parte das irregularidades
As motocicletas responderam por quase 54% das autuações registradas nas blitze, enquanto os automóveis somaram cerca de 44%. Entre os motociclistas, o problema do escapamento barulhento aparece com destaque, tanto pelo impacto à saúde do próprio condutor quanto pelo incômodo e prejuízo a grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas autistas.
Segundo a Emdec, as operações têm caráter educativo e punitivo ao mesmo tempo, buscando corrigir comportamentos que podem terminar em tragédias. A fiscalização também chama atenção para fatores diretamente associados às mortes no trânsito urbano, como álcool na direção, falta de habilitação, não uso de capacete e ausência de cinto de segurança.
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