Campinas ocupa a 8ª colocação no Ranking de Competitividade dos Municípios, conforme levantamento divulgado na quinta-feira (27). Na comparação com a edição anterior do estudo, a metrópole paulista recuou 2 posições no quadro geral.
O recuo mais acentuado do município deu-se na eficiência da gestão governamental. A cidade caiu 68 posições no indicador de funcionamento da máquina pública, passando a figurar no 153º lugar no país. A área de acesso à educação também impactou o desempenho local, com uma queda de 24 posições que deixou o município na 102ª posição. Em qualidade da saúde pública, a perda foi de 21 posições, deixando a cidade no 65º lugar. No setor ambiental, Campinas amargou o resultado mais baixo de sua avaliação global ao atingir a 317ª colocação. No entanto, esse mesmo eixo apresentou recuperação, subindo 44 posições frente ao levantamento transcorrido. Em resposta, a administração municipal enfatizou ter superado 21 capitais brasileiras e ponderou que a metodologia aplicada engloba critérios estruturais fora de seu âmbito direto de atuação.
Já a prefeitura ressalta que a 8ª colocação entre 423 cidades é expressiva pela complexidade de gerir 1,2 milhão de moradores, com apenas três municípios desse porte à frente. A gestão destacou a liderança regional em transparência e a 26ª posição estadual em qualificação do funcionalismo.
Na educação, a rede atende 61,8 mil alunos em 266 unidades e constrói o plano para o período de 2027 a 2037. Na saúde, informou a admissão de 1,9 mil concursados desde 2021, 13 novas unidades e 89 grandes reformas.
A Atenção Básica prestou 4,44 milhões de atendimentos em 2025, enquanto o serviço domiciliar realizou 49,7 mil ações. A verba aplicada na área atingiu 24,83% da receita municipal de impostos.
A pesquisa
O levantamento examina cidades acima de 80 mil moradores a partir de dados divididos em três eixos principais: economia, sociedade e instituições. A análise abrange frentes essenciais da administração urbana, incluindo saneamento básico, meio ambiente, governança, segurança pública, inovação, ensino e assistência à saúde.
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