Campinas

Mulheres vítimas de violência visitam o MASP em ação do projeto Caminhos da Liberdade

Mulheres vítimas de violência visitam o MASP em ação do projeto Caminhos da Liberdade
A visita faz parte do projeto ‘Caminhos da Liberdade’, iniciativa da Pasta, que tem a função de colocar mulheres que foram vítimas de violência doméstica frente à arte e à cultura Crédito: Divulgação

A Secretaria de Políticas para as Mulheres levou usuárias do Centro de Referência e Apoio à Mulher (Ceamo) ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), nesta quarta-feira, 19 de agosto. A visita faz parte do projeto ‘Caminhos da Liberdade’, iniciativa da Pasta, que tem a função de colocar mulheres que foram vítimas de violência doméstica frente à arte e à cultura.

A iniciativa foi baseada na Lei Maria da Penha, que dispõe, no artigo três, que toda mulher tem direito à cidadania, educação e cultura. Esta foi a segunda vez que o grupo foi a um museu.

Na primeira oportunidade, as usuárias visitaram o Museu de Arte Contemporânea de Campinas - José Pancetti (MACC).

“Esta é a segunda visita a um museu promovida pela Secretaria com as usuárias do Ceamo. A iniciativa proporciona a essas mulheres novas experiências por meio da arte e da cultura, ampliando o acesso a espaços que, muitas vezes, nunca tiveram a oportunidade de conhecer. É muito gratificante acompanhar esse processo e perceber o quanto essas vivências são significativas para elas”, afirmou a secretária Alessandra Herrmann.

Uma das usuárias do Centro, que nunca tinha ido ao MASP, compartilhou a experiência e falou da sua alegria: “se não fosse pela Secretaria, nós não teríamos a oportunidade de fazer uma visita dessa, gostamos muito da experiência e queremos repetir”. Para a secretária, a fala de A.T, 40 anos e usuária do Ceamo há três, "mostra que o enfrentamento à violência contra a mulher também passa pela possibilidade de reconstruir a própria vida, descobrir novos caminhos e ocupar espaços que, muitas vezes, pareciam distantes. Proporcionar essas experiências é uma forma de ampliar horizontes, fortalecer a autonomia e mostrar que essas mulheres podem sonhar e construir novas histórias”.