Em sabatina concedida à rádio Jovem Pan, o candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) voltou a declarar que importantes projetos de infraestrutura do estado só avançaram devido ao apoio do governo federal. Segundo ele, empreendimentos como o Trem Intercidades, que liga Campinas a São Paulo, cujas obras começaram em março deste ano, e o túnel submerso entre Santos e Guarujá contaram com o tiveram apoio do governo Lula (PT) e respaldo financeiro da gestão federal por meio do BNDES e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"São Paulo recebeu R$ 3 bilhões de financiamento no governo Bolsonaro, porque o Bolsonaro não gostava do ex-governador, João, Dória. O presidente Lula botou já R$ 13,7 bilhões, quatro vezes mais, e eu não estou falando nem da renegociação da dívida", disse Haddad.
Sobre a renegociação do débito paulista com a União, Haddad criticou a demora do atual governador, Tarcísio de Freitas, para aderir ao programa federal. De acordo com ele, os oito meses de atraso no processo custaram R$ 8 bilhões aos cofres do Estado. O candidato ressaltou que a medida alivia o pagamento de juros em R$ 1 bilhão por mês (R$ 12 bilhões anuais) e garantiu que dará continuidade às tratativas para reequilibrar as finanças paulistas.
O ex-ministro também alegou que a gestão estadual tem negligenciado pequenas cidades do interior, limitando-se a repasses obrigatórios por lei e agendas formais. Para mudar esse cenário, prometeu criar uma rubrica orçamentária específica destinada a municípios com menos de 25 mil habitantes. Em relação ao agronegócio, defendeu a reestruturação dos institutos estaduais de pesquisa e a criação de um seguro rural voltado aos pequenos produtores.
Bets
Haddad também reiterou suas críticas à liberação das bets e jogos eletrônicos no País. O candidato ao governo de SP disse que Jair Bolsonaro não fez nada para resolver o problema, e que somente com sua chegada ao Ministério da Fazenda as bets foram regulamentadas e taxadas.
Taxação dos EUA
Além disso, Haddad associou as sanções tarifárias impostas pelos EUA às articulações do grupo político de Tarcísio e da família Bolsonaro, sustentando que a melhor resposta do Brasil deve ser a diversificação dos mercados de exportação para demonstrar independência comercial.
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