Vini não se defende, mas investigação sobre Bene segue em curso
14 de agosto de 202616:32Por Raquel Valli
Atualizado em 14 de agosto de 2026 - 16:33
Vini seria acusado de ter citado práticas sexuais de colegaCrédito: Câmara Municipal de Campinas
O vereador Vini Oliveira (Cidadania-SP) deixou transcorrer o prazo para apresentar defesa na investigação conduzida pela Corregedoria da Câmara de Campinas por suposta infração ao Código de Ética Parlamentar, em relação a uma suposta citação desosnrosa sobre o também vereador Bene Lima (PL-SP).
Com isso, o processo entra na fase de elaboração do relatório conclusivo, que será produzido pelo corregedor Carlinhos Camelô (PSB-SP). O documento poderá recomendar o arquivamento, sugerir providências ou indicar ao plenário a aplicação de medida disciplinar.
A ausência de manifestação não encerra o caso nem representa reconhecimento de culpa, mas permite o prosseguimento da apuração sem defesa nesta etapa. O relatório será encaminhado à Presidência da Câmara para as medidas previstas no regimento.
Teor do caso
Representação contra Vini foi feita por Bene Lima (PL-SP)Crédito: Câmara Municipal de Campinas
A investigação teve início após representação apresentada por Lima, que teria sido citado em um vídeo com teores de caráter sexual, contrariando as normas de conduta e respeito institucional previstas no Código de Ética da Câmara.
Vini foi notificado pessoalmente em 16 de junho e recebeu prazo de 15 dias úteis para apresentar defesa. A contagem foi interrompida no recesso parlamentar de julho, retomada em 3 de agosto e encerrada em 7 de agosto.
Processo paralelo
O procedimento da Corregedoria é independente da Comissão Processante (CP) que também investiga Vini Oliveira. Os dois casos possuem fundamentos e consequências distintas.
Com o encerramento do prazo, a Corregedoria declarou a revelia administrativa, instrumento que permite a continuidade da investigação mesmo sem a defesa do parlamentar. Ao concluir a análise, o relatório poderá indicar o arquivamento do caso, recomendar providências ou apontar eventual descumprimento do Código de Ética. Entre as sanções previstas, advertência por escrito, suspensão do uso da palavra nas sessões e suspensão temporária do mandato por até 90 dias, com perda da remuneração.
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