Os custos da cesta básica em Campinas registrou um recuo expressivo de 10,24% em julho. De acordo com dados do Observatório PUC-Campinas, este recuo representou a maior diminuição no valor dos alimentos entre as capitais e grandes cidades monitoradas na região Sudeste.
De acordo com dados do Observatório PUC-Campinas, o movimento representou a maior diminuição no valor dos alimentos entre as capitais e grandes cidades monitoradas na região Sudeste.
O alívio no bolso do consumidor seguiu uma tendência geral. Na região, Belo Horizonte (7,44%), Rio de Janeiro (7,12%), Vitória (5,76%) e São Paulo (5,23%) também registraram quedas. No cenário nacional, o movimento de baixa foi quase unânime: de todas as capitais acompanhadas pela pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apenas uma registrou alta no mês, configurando o recuo de preços mais uniforme do período recente.
Com a deflação de julho, o custo da cesta em Campinas passou a equivaler a 49,95% do salário-mínimo vigente, retornando a um patamar abaixo da metade da renda básica. O chamado “salário-mínimo necessário”, cálculo feito com base na aquisição de três cestas para o sustento de uma família, recuou para R$ 2.429,25.
A queda mensal foi impulsionada principalmente pelo tomate, que despencou 46,62%, revertendo as pressões de oferta severas registradas nos meses anteriores. A batata também trouxe forte alívio, com redução de 33,26%, beneficiada diretamente pela entrada da nova safra no mercado. O açúcar (6,15%), a banana (4,28%) e a carne (2,12%) também contribuíram para baratear o conjunto de alimentos. Na contramão, o arroz (+2,99%) e o leite (+0,10%) registraram leves altas em julho.
Acumulado do ano: recuo apaga altas, mas feijão ainda pesa
Apesar da queda intensa de julho, as pressões acumuladas desde janeiro ainda são visíveis. A batata, mesmo caindo no mês, mantém uma alta expressiva de 30,38% no ano. O feijão segue como a principal pressão estrutural da cesta, acumulando aumento de 39,84%, seguido pelo leite (+29,06%).
O destaque do mês vai para o tomate: o forte tombo de julho foi suficiente para anular todas as altas dos meses anteriores, fazendo o produto encerrar o mês praticamente no mesmo patamar de preço de dezembro de 2025. No campo oposto, os itens que mais baratearam no acumulado do ano são a banana (18,18%), o açúcar (15,27%) e a farinha (8,34%).
Campinas tem o menor aumento do ano no Sudeste
No acumulado de 2026 (de janeiro a julho), a cesta básica em Campinas registra alta de 3,44%. É o menor índice da região Sudeste, posicionando a cidade em vantagem frente a Vitória (9,37%), São Paulo (8,16%), Rio de Janeiro (7,99%) e Belo Horizonte (5,81%). No contexto nacional, as pressões inflacionárias do ano estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste, com as maiores altas sendo lideradas por Porto Velho (15,68%), Fortaleza (13,72%), Manaus (12,47%) e Boa Vista (12,05%).
Em uma janela de 12 meses, a variação da cesta em Campinas caiu para 1,71%. O índice reflete o forte impacto do recuo de julho sobre a tendência acumulada de longo prazo e sinaliza uma desaceleração expressiva no custo de vida, contrastando com o ritmo acelerado de preços que havia marcado o primeiro semestre do ano.
Menu