Foi protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o Projeto de Lei nº 304393/2026, de autoria do deputado estadual Jorge Caruso (MDB), que propõe dar a denominação de "Hospital Metropolitano Orestes Quércia" ao futuro Hospital Metropolitano de Campinas. A iniciativa visa homenagear o ex-governador paulista e ex-prefeito do município, falecido em 2010. A proposta dá sequência às etapas formais para a implantação do complexo de saúde.
A Prefeitura Municipal de Campinas oficializou a doação do terreno ao Estado de São Paulo por meio da Lei Complementar nº 563/2025, sancionada pelo prefeito Dario Saadi. A área doada possui aproximadamente 35 mil metros quadrados e está localizada entre a Avenida Prefeito Faria Lima e as Ruas Pastor Cícero Canuto de Lima e Francisco de Assis Iglésias, ao lado do Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
Estrutura de alta complexidade e 400 leitos
O projeto técnico do hospital, elaborado pelo Governo do Estado de São Paulo, estabelece uma estrutura voltada ao atendimento público regional de alta complexidade. O complexo hospitalar contará com cerca de 400 leitos organizados em unidades especializadas: Internação e UTI: 300 leitos de internação para clínica médica e cirúrgica, além de 60 leitos de Terapia Intensiva (UTI adulto, pediátrica e para tratamento de obesidade).
Centro Cirúrgico: 8 salas cirúrgicas preparadas para procedimentos de alta complexidade, incluindo intervenções cardíacas, oncológicas e bariátricas. Atendimento Ambulatorial: 18 consultórios, estrutura de Hospital Dia e área de reabilitação pós-cirúrgica.
Diagnóstico e Terapia: Serviço de apoio com ressonância magnética, tomografia computadorizada, unidade de quimioterapia e dois aceleradores lineares para radioterapia.
Pronto Atendimento Especializado: Duas unidades de urgência, uma dedicada exclusivamente à oncologia e outra para patologias gerais, ambas equipadas com leitos de observação e salas para atendimento a pacientes críticos.
Justificativa e trajetória do homenageado
Na justificativa apresentada ao Legislativo paulista, a indicação do nome de Orestes Quércia é fundamentada em sua atuação profissional e trajetória política em Campinas e no Estado. Origem e Formação: Nascido em Pedregulho (SP) em 18 de agosto de 1938, Quércia mudou-se para Campinas na juventude, onde se formou em Jornalismo e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) em 1962.
Atuou como repórter no Diário do Povo, locutor nas rádios Cultura e Brasil, e presidiu a Associação Campinense de Imprensa. Atuação em Campinas: Iniciou a carreira pública na cidade ao ser eleito vereador em 1962 e prefeito em 1968. Durante seu mandato na Prefeitura, realizou intervenções urbanas e infraestruturais, como a implementação de avenidas expressas, a construção da terceira estação de tratamento de água, a elaboração do plano diretor de esgotos, a urbanização do Parque Taquaral, a construção do Palácio dos Esportes e a criação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Trajetória Estadual: Elegeu-se senador por São Paulo em 1974, vice-governador em 1982 e assumiu como o 53º Governador do Estado de São Paulo entre 1987 e 1991. Faleceu em 24 de dezembro de 2010, aos 72 anos. O projeto de lei seguirá para análise e parecer das comissões temáticas da Assembleia Legislativa antes da votação em plenário.
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