Campinas registrou no 1º semestre de 2026 a 2ª maior taxa de rotatividade da mão de obra formal da série iniciada em 2020. Levantamento do Sindivarejista Campinas, com base em dados do Novo Caged, aponta índice de 29,6%, abaixo dos 30,3% registrados no mesmo período de 2025.
O indicador mede admissões e desligamentos em relação ao total de vínculos ativos e mostra que quase três em cada dez postos de trabalho passaram por troca de trabalhadores nos seis primeiros meses do ano. A cidade encerrou 2025 com cerca de 432,5 mil vínculos formais.
O comércio apresentou taxa de rotatividade de 31,6%, atrás apenas da construção civil, com 42,2%. Os serviços registraram 30,1%, a agropecuária 24,8% e a indústria 14,9%.
De acordo com o economista do Sindivarejista Campinas, Jaime Vasconcellos, embora tenha ocorrido redução em relação ao 1º semestre de 2025, quando o comércio atingiu 32,7%, o resultado de 2026 representa a 2ª maior taxa dos últimos sete anos para o setor.
A série histórica mostra crescimento da rotatividade no comércio desde 2020. O índice passou de 16,6% naquele ano para 23,9% em 2021, 27,1% em 2022, 27,5% em 2023, 31,2% em 2024, 32,7% em 2025 e recuou para 31,6% em 2026.
Segundo o Sindivarejista, a movimentação está relacionada ao aumento das oportunidades de emprego. Com mais vagas disponíveis, trabalhadores passam a buscar postos com melhores salários, benefícios, possibilidade de crescimento e condições de trabalho.
A entidade também aponta que a diversidade da economia de Campinas favorece a migração de profissionais entre empresas e setores. Atividades com ciclos de contratação mais rápidos, como construção civil e comércio, tendem a registrar maior número de admissões e desligamentos.
Para as empresas, a rotatividade amplia despesas com recrutamento, seleção, treinamento, integração e desligamento, além do tempo de adaptação de novos funcionários.
A presidente do Sindivarejista Campinas, Sanae Murayama Saito, afirma que esse cenário exige ações voltadas à atração e retenção de trabalhadores, com investimento em processos seletivos, capacitação, remuneração e tecnologia.
Segundo ela, o desafio é equilibrar a mobilidade dos profissionais com a retenção de equipes para contribuir com relações de trabalho mais estáveis.
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