Campinas

Obras da primeira etapa do Trem Intercidades avançam no trecho entre Jundiaí e Campinas

Empreendimento conta com R$ 6,4 bilhões do BNDES (Novo PAC), incentivos fiscais federais de até R$ 7,8 bilhões e aportes do Governo de SP

Obras da primeira etapa do Trem Intercidades avançam no trecho entre Jundiaí e Campinas
TIC Trens acelera trabalhos da primeira etapa do projeto, que abrange o trem expresso de São Paulo a Campinas, o Trem Intermetropolitano (TIM) de Jundiaí a Campinas e a modernização da Linha 7-Rubi Crédito: TIC Trens/Divulgação

As obras do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte avançam em ritmo acelerado no trecho entre Campinas e Jundiaí. Com investimento total estimado em R$ 14,2 bilhões, o empreendimento, sob gestão da concessionária TIC Trens, viabilizará o primeiro trem expresso de média velocidade do Brasil, além de um trem intermetropolitano e a modernização da Linha 7-Rubi.

Avanço das obras em campo

Nesta primeira fase, as frentes de trabalho concentram-se no trecho entre Campinas e Jundiaí. As equipes executam serviços de montagem de canteiros e áreas de apoio, terraplenagem, contenções, preparação do terreno, remoção de interferências e a construção de uma passagem inferior sob a via férrea para a transposição de veículos.

Nesta sexta-feira (7), o canteiro recebeu uma visita técnica de acompanhamento com a presença de profissionais e engenheiros do Governo do Estado de São Paulo para vistoriar o andamento das intervenções. "O avanço das obras do TIC Eixo Norte e do TIM demonstra o compromisso da TIC Trens em estruturar um sistema ferroviário moderno, seguro e integrado no estado de São Paulo", destaca Pedro Moro, diretor-presidente da TIC Trens.

Estrutura dos serviços, prazos e impacto econômico

O projeto sob gestão da TIC Trens contempla três eixos principais de mobilidade:

Trem Intercidades (TIC): Serviço expresso com mais de 100 km ligando Campinas à capital paulista. Com composições para até 860 passageiros e velocidade máxima de 140 km/h, o percurso será realizado em cerca de 64 minutos. A operação está prevista para começar em 2031.

Trem Intermetropolitano (TIM): Serviço regional parador de 44 km entre Jundiaí e Campinas, com estações intermediárias em Louveira, Vinhedo e Valinhos. O tempo estimado de viagem é de 33 minutos, com início das operações previsto para 2029.

Linha 7-Rubi: Modernização completa da linha metropolitana já existente, incluindo adequação de estações, renovação da via permanente, melhorias no sistema de sinalização e incorporação de novas composições.

Ao todo, o conjunto de intervenções prevê a geração de mais de 10,5 mil empregos diretos e indiretos durante as fases de implantação e operação, promovendo o desenvolvimento regional ao integrar a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas.

"Estamos trabalhando para impulsionar a mobilidade regional, aproximar municípios estratégicos, reduzir o tempo de deslocamento da população e movimentar a economia local com a geração de milhares de empregos", conclui Pedro Moro.

Investimentos federal e estadual

A execução do projeto é respaldada por uma sólida estrutura de cofinanciamento público e incentivos fiscais que une a Governo Federal e o Estado.O Governo Federal atua como pilar fundamental na viabilização financeira do TIC Eixo Norte por meio de duas frentes principais no âmbito do Novo PAC.O BNDES aprovou R$ 6,4 bilhões em crédito voltados exclusivamente ao TIC Eixo Norte (inseridos em um pacote de R$ 10 bilhões que também contempla a Linha 2-Verde do Metrô). Recentemente, em cerimônia com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, foi assinada a liberação de mais uma tranche de R$ 3,2 bilhões para o trecho.Por meio da Portaria nº 1.518, o Ministério das Cidades enquadrou o TIC Eixo Norte como projeto prioritário, autorizando a concessionária a captar até R$ 7,8 bilhões no mercado financeiro via debêntures incentivadas com benefícios fiscais, reduzindo significativamente os custos de capital do projeto.

Como concedente do projeto de Parceria Público-Privada (PPP), o Governo do Estado de São Paulo é responsável pela estruturação do contrato de 30 anos e por aportes e contraprestações públicas que somam cerca de R$ 9,5 bilhões ao longo do cronograma. Parte desse montante estadual é justamente viabilizada pelas operações de crédito celebradas com o BNDES.