CORREIO DE CAMPINAS

PL cria política municipal de atenção à saúde de neurodivergentes

PL cria política municipal de atenção à saúde de neurodivergentes
Meta permanente é "Nenhuma Criança sem Resposta" Crédito: Câmara Municipal de Campinas

A Câmara realiza na próxima quinta-feira (13) às 18h um debate público sobre o Projeto de Lei Ordinária que institui a Política Municipal de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Neurodivergente.

A proposta, apresentada pelos vereadores Wagner Romão e Guida Calixto, ambos do PT, será discutida no Plenário da Casa e é resultado dos encontros promovidos pela Comissão Especial de Estudos sobre Políticas Públicas Voltadas às Pessoas com Alguma das Neurodivergências, presidida por Romão.

O projeto estabelece como meta permanente a diretriz "Nenhuma Criança sem Resposta", com foco no diagnóstico precoce e no acompanhamento adequado.

A proposta busca reduzir obstáculos enfrentados por pessoas neurodivergentes no acesso a avaliações, laudos médicos e cuidados especializados, diante do aumento da demanda por atendimento.

 

Reorganização de equipes de saúde

Prevê que o município assegure diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional, inclusão social, proteção de direitos, acessibilidade e articulação entre diferentes áreas da administração pública para pessoas neurodivergentes de todas as faixas etárias.

Considera que cada condição possui características próprias e exige formas específicas de acompanhamento. Caso seja aprovado, determinará que o Executivo reorganize as equipes de saúde para ampliar o atendimento especializado.

 

Fonoaudiólogo, TO e psicólogo

Fonoaudiólogo, TO e psicólogo
Projeto foi protocolado por Guida Calixo e Wagner Romão Crédito: Câmara Municipal de Campinas

A previsão é que todas as equipes multiprofissionais (e-Multi), que dão suporte à Atenção Primária à Saúde, tenham ao menos um fonoaudiólogo, um terapeuta ocupacional e um psicólogo.

A proposta também estabelece a ampliação gradual do número de equipes multiprofissionais para evitar sobrecarga. Cada grupo deverá acompanhar, no máximo, cinco equipes de Saúde da Família ou até 15 mil habitantes. O projeto apresenta ainda medidas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

Macaque in the trees
Projeto foi protocolado por Guida Calixo e Wagner Romão | Foto: Câmara Municipal de Campinas

Via judicial

Entre elas está a capacitação dos profissionais da Atenção Primária para identificar sinais precoces e emitir laudos. Casos mais complexos poderão contar com universidades, por meio de parcerias.

A proposta também as incentiva com instituições, como a Defensoria Pública e a OAB, para auxiliar na busca por medicamentos, terapias e profissionais de apoio escolar quando alternativas administrativas forem esgotadas.