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Campinas elimina criadouros do Aedes aegypti com apoio de drone

A fiscalização atingiu sete imóveis e faz parte de uma ofensiva da cidade contra a dengue em áreas de maior risco

Campinas elimina criadouros do Aedes aegypti com apoio de drone
Desde março de 2024, o GRU realizou 30 operações para vistoriar 266 imóveis Crédito: Divulgação

O Grupo de Resposta Unificada (GRU) de Campinas eliminou criadouros do Aedes aegypti durante uma fiscalização realizada nesta quinta-feira, 6 de agosto, com apoio de drone. A operação ocorreu em sete imóveis localizados nos bairros Vila Boa Vista, Vila União, Jardim Morumbi, Jardim Melina I, Parque Dom Pedro II, Jardim do Lago e Parque da Figueira.

A ação reuniu profissionais das secretarias de Saúde, Serviços Públicos, Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade e Urbanismo, além de integrantes da Guarda Municipal, Defesa Civil, Procon e Serviços Técnicos Gerais (Setec). O grupo atua de forma intersetorial em locais onde as tentativas de solução via 156 já foram esgotadas, com respaldo judicial para acesso às propriedades.

Alerta aponta 22 bairros com alto risco

No mesmo dia, a Secretaria de Saúde divulgou o 32º Alerta Arboviroses Campinas em 2026. O documento informa que 22 bairros estão com alto risco de transmissão da dengue, distribuídos entre as regiões Leste, Noroeste, Norte, Sudoeste, Sul e Sudoeste, incluindo áreas como Jardim Guanabara, Vila Itapura, Jardim Florence, Jardim Campos Elíseos, Jardim Rosália, Vila Reggio e Sousas.

O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros dentro de casa e reforçar a comunicação com moradores das áreas que passam a receber ações intensificadas. As orientações valem para toda a cidade, inclusive para bairros menores no entorno das regiões indicadas e também para locais citados em alertas anteriores.

Casos de dengue e ações de controle

Entre 1º de janeiro e 3 de agosto, Campinas confirmou 3.658 casos de dengue. No período entre o começo de 2026 e 30 de julho, a rede municipal realizou 1.043.650 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas, além de 53.382 visitas para nebulização costal.

As visitas domiciliares são consideradas fundamentais para qualificar a assistência e são feitas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e profissionais de empresa contratada para prevenção e combate às arboviroses.

Prevenção depende da população

A prefeitura mantém um programa permanente de controle e prevenção, mas reforça que o combate à dengue depende também da participação dos moradores. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, 80% dos criadouros estão dentro de casa, o que torna a checagem frequente essencial para reduzir a proliferação do mosquito.

Entre as medidas recomendadas estão evitar água parada em latas, pneus e outros objetos, trocar a água dos vasos de plantas a cada dois dias, retirar ou limpar os pratinhos semanalmente, vedar a caixa-d’água e manter fechados vasos sanitários que não estejam em uso.