O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou e homologou, no Conselho Superior, o procedimento que apurava a suspensão do serviço de motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campinas, bem como o remanejamento dos enfermeiros que atuavam na modalidade.
O encerramento do contrato e a descontinuidade do serviço foram revelados pelo Correio da Manhã em fevereiro deste ano. À época, a decisão de não renovar a locação das duas motocicletas gerou críticas da oposição na Câmara Municipal, que apontava risco de atraso nos atendimentos de emergência.
Na apuração conduzida pelo MP-SP, também foi anexada uma representação referente à gestão dos profissionais concursados e ao desvio de função de um servidor entre 2019 e 2025. Contudo, o órgão confirmou que o procedimento foi totalmente encerrado sem apontar irregularidades que impedissem o arquivamento.
Em nota, a Rede Mário Gatti informou que "não houve qualquer irregularidade ou ilegalidade em relação ao exercício do cargo de enfermeiro junto ao serviço de motolância". A administração detalhou que as motolâncias respondiam por 2,4% dos chamados e que a demanda foi absorvida por viaturas de suporte básico, intermediário e avançado. Segundo a autarquia, os recursos economizados foram reinvestidos na reestruturação e fortalecimento do próprio Samu.
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