PINGA-FOGO

Mariana Conti critica desistência da Câmara em obter vídeos de investigação sobre Vini

Mariana Conti critica desistência da Câmara em obter vídeos de investigação sobre Vini
Conti é autora da denúncia que resultou na Comissão Processante que investiga Vini Oliveira Crédito: Câmara de Campinas

Mariana Conti (PSOL-SP) criticou a decisão da Comissão Processante da Câmara de desistir de obter os vídeos relacionados à investigação envolvendo Vini Oliveira (Cidadania-SP). Autora da denúncia (que deu origem à CP), sustenta que a medida compromete a instrução do procedimento e reduz a capacidade de esclarecimento dos fatos.

 

Apuração completa

"Uma série de pedidos fundamentais para a investigação, ligados ao compartilhamento de provas, foram negados. Mas, continuo defendendo que é responsabilidade da CP solicitar os vídeos na íntegra, por todos os meios possíveis, para que possamos compreender os fatos em sua totalidade", pontua a parlamentar.

Pizza de novo?

"O bom andamento das investigações depende disso, e a população de Campinas está cansada de CPs arquivadas", completa Conti. Inicialmente, a CP havia deliberado pelo envio de ofícios à imprensa para solicitar as gravações completas utilizadas em reportagens sobre o caso. Mas, em nova deliberação, o colegiado aprovou a revogação.

Parecer jurídico

O despacho informa que a mudança de entendimento teve como fundamento um parecer da Procuradoria da Câmara Municipal. O documento divulgado pelo Legislativo, entretanto, não expõe os argumentos jurídicos que embasaram a orientação nem detalha os motivos que levaram a comissão a abandonar a produção dessa prova.

Fatos investigados

A CP foi instaurada após a divulgação de imagens que mostram Vini em uma reunião na sede da empresa de ônibus Smile, em Paulínia. A empresa integra o consórcio vencedor do Lote Norte da concessão do transporte público campineiro, e o encontro ocorreu entre a etapa competitiva da licitação e a formalização do contrato.

Versões divergentes

As imagens mostram o vereador deixando a viação com um malote preto suspeito. Mas, Vini nega ter recebido propina e sustenta que a caixa continha documentos e mídias com informações sobre o transporte público, que foram posteriormente usados em uma denúncia ao Ministério Público.