Projeto de Nelson Hossri quer ensino de sexo biológico baseado na ciência
29 de julho de 202618:32Por Raquel Valli
Atualizado em 29 de julho de 2026 - 18:37
Projeto é de autoria do vereador Nelson Hossri (PSD-SP)Crédito: Álvaro Jr./ Câmara Municipal de Campinas
O vereador Nelson Hossri (PSD-SP) protocolou na Câmara Municipal de Campinas um projeto de lei que estabelece diretrizes para a abordagem de conteúdos sobre desenvolvimento humano e sexo biológico na rede municipal de ensino. Pelo texto, os conteúdos deverão abordar as categorias masculina e feminina e suas respectivas características biológicas e reprodutivas.
Também fica estabelecido que materiais didáticos, paradidáticos e audiovisuais utilizados nas atividades respeitem a faixa etária, a etapa de desenvolvimento dos estudantes e utilizem terminologia científica adequada.
A proposta prevê critérios de transparência para as famílias, define parâmetros para a apresentação dos temas em sala de aula e determina que o ensino sobre sexo biológico seja baseado em conhecimentos científicos.
Fundamentos
No entanto, o projeto deixa expresso que essa transparência não concede poder de autorização prévia sobre atividades que fazem parte do currículo escolar obrigatório.
"Pais e responsáveis não podem ser afastados da formação escolar dos filhos. Transparência não é censura. É permitir que as famílias conheçam e acompanhem o processo educacional", afirma. O projeto é baseado na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Objetividade
Crianças na CEI Professora Thermutis Araújo MachadoCrédito: Prefeitura de Campinas
"Quando a aula tratar de sexo biológico, o conteúdo precisa ser objetivo, claro e cientificamente fundamentado. Os alunos precisam receber informações adequadas à sua idade, e as famílias têm o direito de conhecer o que está sendo apresentado dentro da escola", afirma.
A proposta assegura aos pais e responsáveis o acesso às informações sobre os temas trabalhados, os objetivos pedagógicos e os materiais utilizados em sala de aula.
Trâmite
O projeto não cria novas atribuições para servidores, não altera a estrutura administrativa da rede municipal e prevê vigência na data de sua publicação. A proposta seguirá para análise das comissões permanentes da Câmara.
O texto também veda qualquer forma de discriminação, constrangimento, intimidação ou violação da dignidade dos estudantes em razão de características pessoais.
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