Correio da Manhã
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PL‑SP: Debora Palermo questiona decisões judiciais envolvendo Lula e Bolsonaro

PL‑SP: Debora Palermo questiona decisões judiciais envolvendo Lula e Bolsonaro
Debora foi o nome escolhido pelo PL em Campinas para concorrer à Alesp Crédito: Câmara Municipal de Campinas

A vereadora Debora Palermo (PL-SP), principal nome do partido em Campinas, faz coro à sigla nacional, protestando sobre o tratamento recebido por Bolsonaro na prisão, comparando-o ao recebido por Lula. "A régua da Justiça brasileira parece ter vida própria: quando Lula estava preso, escrevia cartas, recebia visitas dignas de chefe de Estado e ainda dava entrevistas, tudo sob o olhar complacente do Judiciário. Já Bolsonaro, que não pode sequer mandar uma carta ou receber a visita da família".

 

Os Lusíadas

A declaração reflete a insatisfação de parlamentares de direita com as decisões judiciais aplicadas ao ex-presidente. Em pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a oposição classifica a carta Bolsonaro, lida pelo filho Flávio, nas redes sociais, como "correspondência familiar".

 

O processo

O documento foi assinado pelo líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL), formalizando o questionamento do grupo contra a conduta do magistrado no caso em questão. A representação acusa Moraes de cometer crime de responsabilidade ao suspender as visitas de Flávio a Bolsonaro pelo período de 90 dias após a leitura pública.

Do espírito das leis

Debora foi escolhida pelo PL para concorrer à Alesp, e, assim como a oposição, sustenta que a medida tomada pelo ministro ultrapassa os limites legais e atinge prerrogativas de familiares do ex-presidente, além de impactar a atuação dos parlamentares envolvidos na divulgação do texto original.

 

Crime e castigo

Na decisão, o ministro sustentou que a leitura da carta representava uma violação à medida cautelar que proíbe Bolsonaro de usar redes sociais. A avaliação indica que o envio e posterior transmissão pública do texto funcionaram como mecanismo para contornar as determinações impostas pela Justiça.

As vinhas da ira

Para o PL, representado em Campinas sobretudo pela vereadora, Moraes teria cometido abuso de poder e quebra dos deveres de imparcialidade e isonomia. Para a sigla, as sanções aplicadas comprometem garantias constitucionais básicas e o tratamento isonômico garantido pela legislação do país.