Correio da Manhã
Campinas

Vigilância interdita parcialmente a central de esterilização do Hospital Irmãos Penteado

Hospital adotou plano de contingência; apenas uma cirurgia eletiva foi suspensa até o momento

Vigilância interdita parcialmente a central de esterilização do Hospital Irmãos Penteado
Irmandade de Misericórdia abrange Irmãos Penteado e Santa Casa Crédito: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

A Vigilância Sanitária de Campinas determinou a interdição parcial da Central de Material e Esterilização (CME) do Hospital Irmãos Penteado após identificar irregularidades na qualidade da água purificada utilizada no processo de esterilização de materiais. Como medida preventiva, a unidade restringiu a realização de cirurgias eletivas com implantes até a emissão de um novo laudo.

Segundo o Departamento de Vigilância em Saúde, um laudo emitido em 26 de junho apontou que a água utilizada no enxágue final dos materiais esterilizados por sistema de osmose apresentava contagem de bactérias heterotróficas acima dos limites estabelecidos pela Farmacopeia Brasileira, em sua 7ª edição. A constatação resultou na lavratura de auto de infração e na interdição parcial da Central de Material e Esterilização.

A Irmandade de Misericórdia de Campinas informou que implantou imediatamente um plano de contingência após as orientações da Vigilância Sanitária para adequação do sistema de água purificada utilizado na Central de Material e Esterilização (CME). Como medida preventiva, novas cirurgias eletivas que envolvam implantes ortopédicos, oftalmológicos, cardíacos e neurológicos permanecerão suspensas até a emissão de um laudo que comprove a conformidade da água purificada. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, até o momento apenas uma cirurgia eletiva precisou ser suspensa em razão da medida.

Entre as providências adotadas estão uma nova coleta de amostras da água purificada, realizada após a manutenção preventiva mensal do sistema, e uma inspeção técnica da empresa responsável pelo equipamento. A entidade afirmou que todas as medidas foram adotadas para garantir a segurança dos pacientes e o cumprimento dos protocolos de qualidade e assistência.

A Vigilância Sanitária informou que a irregularidade está relacionada aos parâmetros microbiológicos da água purificada empregada na etapa final do processo de esterilização. Conforme o Diário Oficial, o estabelecimento poderá apresentar recurso administrativo contra o auto de imposição de penalidade no prazo de dez dias.

Segundo caso na semana

O caso é o segundo envolvendo centrais de material e esterilização em hospitais de Campinas nesta semana. Na segunda-feira (13), a Vigilância Sanitária publicou a interdição do equipamento termodesinfector da Central de Material e Esterilização da Unidade Pediátrica Mário Gattinho após um laudo apontar não conformidade na qualidade da água purificada utilizada no equipamento.

Na ocasião, a Rede Mário Gatti informou que não houve impacto na assistência aos pacientes. Segundo a autarquia, desde a emissão do laudo todo o processamento dos materiais passou a ser realizado na Central de Material e Esterilização do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. A Vigilância Sanitária também informou que não foram registrados casos de infecção ou eventos adversos relacionados à ocorrência.