Correio da Manhã
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Ciesp critica tarifa de 25% dos EUA e pede reação diplomática

Ciesp critica tarifa de 25% dos EUA e pede reação diplomática
Presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Rafael Cervone Crédito: RonconGraca Com

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que dispõe de Regional em Campinas, manifestou preocupação com a confirmação da tarifa de 25% aplicada pelos EUA sobre produtos brasileiros. Para a entidade, a medida compromete a competitividade das exportações nacionais, afeta setores da indústria e do agronegócio.

 

Motivação política

Na avaliação do Ciesp, a justificativa americana não sustenta a adoção das novas barreiras, já que questões como pirataria e desmatamento ilegal não são exclusivas do Brasil: estão presentes em outros países que não as sofreram. O mesmo raciocínio vale para as críticas ao PIX, que, segundo o Ciesp, não interfere nas relações comerciais internacionais.

Competitividade

"As novas tarifas, que posicionam o Brasil como um dos países com barreiras comerciais mais severas nos Estados Unidos, afetam muito nossa competitividade", afirma o presidente do Ciesp, Rafael Cervone. Segundo ele, outras nações tendem a ocupar o espaço deixado pelos produtos brasileiros no mercado norte-americano.

Diplomacia

"É fundamental que o governo brasileiro, sem reações de cunho político e num tom sereno, seguro e de bom senso, empreenda um novo esforço diplomático", completa. O dirigente também avalia que a politização dificulta o avanço das negociações, defendo uma condução baseada em argumentos econômicos e técnicos.

Colaboração

O Ciesp informou que está disposto a colaborar com o processo, inclusive por meio da participação de entidades empresariais brasileiras e norte-americanas. Além da busca por uma solução diplomática, defende medidas para ampliar a competitividade brasileira: reforma administrativa e redução dos juros.

Custo Brasil

O Centro das Indústrias defende ainda o fortalecimento da segurança jurídica, equilíbrio fiscal e investimentos em infraestrutura. Ainda de acordo com Cervone, combater o "Custo Brasil" torna-se ainda mais importante agora, diante do novo cenário imposto ao Brasil pelas tarifas norte-americanas.