Correio da Manhã
CORREIO DE CAMPINAS

Estação de Reúso Anhumas é inaugurada em Campinas e marca avanço na gestão hídrica

Estação de Reúso Anhumas é inaugurada em Campinas e marca avanço na gestão hídrica

A entrega da Estação Produtora de Água de Reuso Anhumas representa um marco histórico para Campinas, que celebra 252 anos de fundação com um investimento expressivo de R$ 230 milhões na estrutura. A atuação conjunta entre a Prefeitura e a Sanasa demonstra o compromisso com a gestão dos recursos hídricos.

 

Impacto

A unidade começará a operar no primeiro semestre de 2027, consolidando-se como o maior polo produtor de água de reuso da América Latina, com capacidade para tratar 1430 mil litros de esgoto por segundo, atendendo a demanda diária de 600 mil habitantes, o que equivale a 50% do esgoto de todo o município campineiro.

Recursos

O volume residual será convertido em água de reuso com 99% de pureza, viabilizado por meio de uma engenharia financeira que envolveu R$ 40 milhões em recursos próprios da Sanasa, R$ 120 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal e R$ 70 milhões captados junto à International Finance Corporation.

Funcionamento

A etapa posterior ao reator Nereda conduzirá o efluente para filtros de membrana de ultrafiltração que retêm partículas de até cinco centésimos de micrômetro, retendo bactérias e vírus, e gerando água de reuso de alta qualidade para o desenvolvimento sustentável da região de Campinas.

Tecnologia holandesa

A operação da estação utilizará a tecnologia holandesa Nereda, fundamentada no processo de lodo granular por batelada, em que o esgoto bruto é direcionado a tanques, onde ocorre a injeção de ar, e microrganismos digerem a matéria orgânica, retirando os elementos como nitrogênio e fósforo com elevados índices de eficiência operacional.

Novo paradigma

A consolidação desse projeto pioneiro estabelece um novo paradigma para o saneamento básico nacional, pois assegura a preservação dos mananciais locais e insere Campinas na vanguarda das discussões globais sobre sustentabilidade urbana, resiliência hídrica e desenvolvimento socioeconômico.