Correio da Manhã
Campinas

Shoppings investem em bairros planejados para atrair consumidores

Grandes administradoras constroem moradias e escritórios integrados aos centros de compra

Shoppings investem em bairros planejados para atrair consumidores
Casa Figueira compreende uma centena de edificações e infraestrutura urbana em andamento Crédito: @casafigueira_campinas

As principais administradoras de shopping centers do Brasil estão diversificando os negócios por meio do desenvolvimento de projetos de uso misto em terrenos adjacentes aos empreendimentos.

Empresas como Allos, Multiplan e Iguatemi, que detêm fatias em shoppings, estão transformando estacionamentos e terrenos ociosos em minibairros integrados que reúnem moradias, escritórios, hotéis, instituições de ensino e centros médicos.

A estratégia visa elevar o tráfego de visitantes e impulsionar as vendas do comércio lojista, uma vez que o fluxo mensal do setor ainda não se recuperou plenamente em relação aos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.

De acordo com especialistas, mudanças de hábitos de consumo com o incremento do comércio virtual e a disseminação do trabalho remoto são alguns dos motivos para o movimento menor. 

Em Campinas, a Allos iniciou a implantação de um bairro planejado integrado ao Shopping Parque D. Pedro, que prevê a construção de edifícios residenciais e comerciais ao longo de 15 anos, com potencial de atração diária de milhares de pessoas e geração de bilhões de reais em valor geral de venda.

Na mesma região, o Iguatemi viabiliza o loteamento Casa Figueira, que compreende uma centena de edificações de médio a longo prazo e infraestrutura urbana em andamento.

O modelo de negócios é estruturado por meio de parcerias com diversas incorporadoras imobiliárias, o que permite às operadoras de shoppings desenvolver estoques de terrenos aprovados sem a necessidade de aquisição de novas áreas, reduzindo a demanda por capital próprio e otimizando os custos em cenários de juros elevados.

Estudos de mercado indicam que moradores dessas áreas adjacentes frequentam os shoppings integrados com maior regularidade e apresentam um tíquete de despesa consideravelmente mais elevado em comparação aos consumidores comuns.

A concepção dos novos empreendimentos também atrai compradores pelo fator segurança privada e pela conveniência de serviços concentrados.

À medida que essas infraestruturas avançam em eixos de grande circulação rodoviária e urbana, o mercado imobiliário projeta que as áreas planejadas integradas aos centros de compras se consolidem como regiões de alta valorização nas cidades brasileiras.