No primeiro semestre, Campinas intensificou o combate aos comportamentos de risco no trânsito com 124 operações de fiscalização integradas. As ações reuniram a Emdec, a Polícia Militar e a Guarda Municipal, com 75 blitze conjuntas com a PM e 49 com a GM. O resultado foi a identificação de mais de 4,5 mil irregularidades.
Segundo a Emdec, os principais alvos das abordagens foram condutas que representam risco direto à segurança viária, como documentação vencida, adulterações no veículo e desrespeito às regras básicas de circulação. Ao todo, cerca de 7,8 mil veículos foram fiscalizados, e 867 acabaram removidos ao pátio por comprometerem a segurança de condutores e demais usuários das vias.
Infrações mais recorrentes
Entre as dez infrações mais comuns estão licenciamento irregular, escapamento defeituoso ou adulterado, recusa ao teste de alcoolemia, pneu liso, sistema de iluminação alterado e falta de cinto de segurança. Também aparecem casos de condutor sem habilitação, veículo sem equipamento obrigatório e placas fora das normas ou sem legibilidade.
O coordenador de Fiscalização e Operação de Trânsito, Marcelo Carpenter, afirma que esses comportamentos costumam estar ligados aos mesmos fatores que resultam em sinistros e mortes no trânsito. Para ele, irregularidades em documentação, más condições do veículo e ausência de equipamentos de segurança são sinais de direção perigosa e desrespeito às regras de circulação.
Álcool ao volante e motocicletas em destaque
A estratégia de fiscalização voltada ao combate ao álcool na direção fez 13,1 mil testes com bafômetros passivos no semestre. O número inclui 18 Operações pela Vida e outras blitze integradas, com 9,3 mil motoristas de automóveis e 3,8 mil motociclistas testados. No período, foram registradas 11 autuações por dirigir sob influência de álcool e 401 recusas ao teste.
As motocicletas concentraram a maior parte das infrações e das remoções ao pátio. Do total de autuações, quase 55% foram aplicadas a motos, e dos veículos recolhidos, 62% eram motocicletas. Entre as irregularidades mais frequentes nesse grupo estão escapamento barulhento, pneus em mau estado, falta de habilitação, ausência de equipamentos obrigatórios e placas adulteradas ou ilegíveis.
Relação com as mortes no trânsito
O alerta sobre os motociclistas permanece, já que esse grupo lidera as mortes no trânsito neste ano. Até maio, entre as 15 mortes registradas em vias urbanas, 10 foram de motociclistas ou garupas, o equivalente a 67% do total. Os casos fatais já comprovados também apontam fatores como falta de habilitação, ausência de capacete, uso de álcool, excesso de velocidade e direção perigosa.
Os dados reforçam a relação entre a fiscalização nas blitze e a prevenção de acidentes graves. Para a administração municipal, a combinação entre operações integradas, testes de alcoolemia e remoção de veículos irregulares é uma medida essencial para reduzir riscos e preservar vidas no trânsito de Campinas.
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