Correio da Manhã
Campinas

Cantareira entra em alerta, mas não afeta Campinas por ora

Cantareira entra em alerta, mas não afeta Campinas por ora
Limite máximo para retirada de água despencou de 31m³ para 27m³ por segundo Crédito: Alesp

O Sistema Cantareira entrou oficialmente em estado de alerta após o volume útil registrar 39,8% no encerramento do mês de junho, cruzando o limite crítico de 40%, que determina a transição para a Faixa 3 de operação.

Essa mudança configura um problema para Campinas, pois a cidade depende diretamente das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, conhecidas como bacias PCJ, as quais compartilham a gestão dos recursos hídricos e sofrem os impactos diretos da redução da vazão e da menor disponibilidade de água na região. Entretanto, mesmo com a redução na captação de água agora, ainda não há informações de impactos imediatos no abastecimento da cidade.

Diminuição

O limite máximo autorizado para retirada de água despencou de 31m³ para 27m³ por segundo. A restrição atende aos critérios de resolução conjunta estabelecida pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico; autarquia federal responsável pela implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e pela regulação do acesso à água bruta no Brasil) em parceria com a SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo; autarquia estadual responsável pela gestão, regulação e fiscalização dos recursos hídricos paulistas). A resolução impõe tetos progressivos de exploração conforme o esvaziamento dos mananciais.

Rio Paraíba do Sul

Diante do cenário de escassez hídrica que afeta o abastecimento geral, a distribuidora da capital paulista terá de recorrer à transferência de água armazenada na represa da Usina Hidrelétrica Jaguari, pertencente à bacia do Rio Paraíba do Sul, com o intuito de atenuar o desfalque no reservatório principal, respeitando os limites legais vigentes.

Metropolitano

Enquanto o Cantareira demonstra sinais claros de vulnerabilidade ambiental e exige consumo consciente por parte de toda a população regional, o Sistema Integrado Metropolitano, encarregado de abastecer outras áreas da Grande São Paulo com o suporte de diferentes represas, apresenta uma situação ligeiramente mais confortável, operando com 52,4% da capacidade.