Correio da Manhã
Campinas

GMs de Campinas voltam à Câmara segunda (29) requerendo intercessão junto à prefeitura

GMs de Campinas voltam à Câmara segunda (29) requerendo intercessão junto à prefeitura
Manifestação pacífica neste sábado em frente à Prefeitura Crédito: Comissão dos GMs de Campinas

Guardas municipais de Campinas comparecerão à Câmara Municipal às 10h de segunda-feira (29) com o objetivo de solicitar novamente que o Poder Legislativo interceda junto à prefeitura em relação às reivindicações apresentadas pela categoria. Esta é a última reunião dos vereadores antes do início do recesso parlamentar, que se termina em agosto.

O agentes realizarem uma nova manifestação pacífica neste sábado (27) em frente ao Paço Municipal, reunindo cerca de 150 integrantes da corporação, de acordo com os dados fornecidos pela comissão independente que representa os servidores.

Os organizadores do movimento informam que os protestos contam exclusivamente com a participação de agentes em período de folga, sem gerar prejuízos para as atividades cotidianas de segurança pública da cidade.

Ressaltam que "a insatisfação é generalizada" devido à incerteza sobre a manutenção dos rendimentos mensais face à ameaça de corte do Adicional de Risco de Vida, o ARV, que compõe 45% do soldo. 

Na última sexta-feira (26), as vereadoras Guida Calixto (PT), Fernanda Souto e Mariana Conti, ambas do PSol) tentaram estabelecer um canal de diálogo no Palácio dos Jequitibás, mas não foram recebidas pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos) nem pelo vice-prefeito Wanderley de Almeida, o Wandão (PSB).

A administração municipal declarou que a Secretaria de Segurança considera as tratativas interrompidas em razão da continuidade das manifestações, posicionamento rebatido por Conti e pela comissão de guardas, que afirmam a inexistência de negociações efetivas por parte do Executivo e relembram promessas anteriores gravadas em vídeo pelo vice-prefeito sobre o andamento das pautas neste ano.

O efetivo, composto por 738 guardas, aguarda a definição do adicional que tramita sob análise judicial e cuja ausência de incorporação aos salários pode reduzi-los. Além da incorporação definitiva do ARV aos vencimentos, reivindica a implantação do plano de cargos e carreiras parado há 15 anos, o reajuste salarial de 20% baseado em defasagem indicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a mediação da prefeitura com a Polícia Federal para assegurar o porte de arma aos agentes da reserva.