A conclusão do Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC) nos 69 Centros de Saúde é um acerto indiscutível. Em 40 dias, tempo recorde no país, Campinas o concluiu, trazendo agum alento frente ao cenário do Mário Gatti, na mira do MP, e do Hospital da PUC, com sucessivas superlotações.
O tempo e o vento
O esforço de gestores e funcionários surpreendeu o Ministério da Saúde pela rapidez na coleta de dados. Para o secretário municipal Lair Zambon, a ação representa uma mudança de paradigma contida na reestruturação geral da pasta, servindo como como resposta aos problemas estruturais que sufocam a rede. Que assim seja...
"Conhece‑te a ti mesmo"
Desde a capacitação em maio, as equipes mapearam os centros de custos e padronizaram os dados. Homologadas pela União, as informações abastecem o sistema ApuraSUS (sistema do Ministério da Saúde para apuração e gestão de custos no SUS). A fase seguinte engloba a atenção secundária, programada para começar ainda este ano.
Gestão é solução
A inserção do controle de custos serve para complementar a aferição de tudo o que é produzido, medindo a eficácia real. O reflexo prático supera a contabilidade, atingindo diretamente a qualificação da assistência prestada na ponta, que é para o paciente. A prefeitura é municipal, mas a gerência precisa ser efetivamente empresarial.
Embrionário
O controle na base é o único mecanismo viável para desafogar os hospitais. Compreender o custo real de cada procedimento qualifica o planejamento estratégico. Diante de colapsos na alta complexidade, a eficiência no ApuraSUS sinaliza que Campinas finalmente engatinha rumo à gestão responsável.
Firmado em pedra
Espera-se, senhores, que esse tipo de política perdure e se consolide, não sendo apenas um projeto pontual e 'para inglês ver'. Espera-se que essa gestão de custos eficiente seja de fato efetivada, transformando-se em cultura administrativa real para evitar o desperdício crônico e garantir que cada centavo à ponta do sistema.