Os guardas municipais de Campinas pretendem comparecer à sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (22) para reivindicar melhorias e expor as demandas do setor - segundo informações da categoria. Sustentam que o atual Plano de Cargos e Carreiras impede a progressão, com relatos de permanência na patente por 20 anos, mesmo com qualificação e graduação. Os avanços dependem de decisões da Justiça. O salário tem defasagem de 20% e há risco de perda do Adicional de Risco de Vida, que equivale a 45% do rendimento e vigora há 29 anos. Há ainda conflito com o sindicato, acusado pelos guardas de enviar à prefeitura apenas parte das demandas. A entidade nega (leia abaixo)
Promessa feita há três anos
O diálogo da tropa com a prefeitura foi rompido após um protesto pacífico em frente ao Paço. O vice-prefeito Wandão (PSB-SP) cancelou a reunião desta segunda (22) alegando a manifestação como motivo, embora o ato tenha sido monitorado pelo comando via WhatsApp. Em resposta, a categoria mobilizou ato na Câmara. Os guardas o acusam de descumprir a promessa do Plano de Cargos feita há três anos, resgatando um vídeo da época.
Resposta do sindicato
Já o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC) esclarece que o protesto no Paço não teve anuência da entidade, que definiu cinco propostas prioritárias junto com os próprios guardas. Informa que se reuniu com o vice-prefeito para apresentá-las, mas que houve avanços parciais. Declara que os pontos restantes serão debatidos no dia 24 na Secretaria Municipal de Segurança. Reforça ser o representante legal dos servidores e que atos políticos prejudicam as negociações.
Resposta da prefeitura
A prefeitura pontua que a categoria fez a manifestação apesar das tratativas e que tem promovido avanços na corporação, como novas contratações, equipamentos e aumento do adicional de risco de vida. A Secretaria esclarece que os serviços seguem normais sem prejuízos ao público e que o governo finaliza um projeto de lei para todas as categorias municipais.