Correio da Manhã
PINGA-FOGO

Atendimento de saúde não pode esperar

Atendimento de saúde não pode esperar
CS Aurélia é um dos que ficarão abertos também neste sábado, 6 de junho Crédito: Carlos Bassan/ Prefeitura de Campinas

A decisão da Prefeitura de Campinas de manter os centros de saúde funcionando nesta sexta-feira (5), data de ponto facultativo após Corpus Christi, merece reconhecimento. Afinal, as enfermidades ignoram calendários oficiais e feriados prolongados, pois não há data marcada para que os moradores da cidade fiquem doentes.

 

Acerto na gestão

A medida demonstra planejamento sobretudo frente à sazonalidade de doenças respiratórias. Ao abrir as portas no recesso, a Administração ofereceu retaguarda essencial aos hospitais sobrecarregados com casos graves, direcionando os sintomas leves para as unidades básicas e Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs).

Pressão no sistema

O período entre abril e agosto eleva a busca por assistência, principalmente pediátrica, exigindo internações e oxigênio. Nas últimas seis semanas, o aumento de casos respiratórios na Rede Mário Gatti e nos centros de saúde foi de 35,5%, saltando de 4.078 para 5.527 atendimentos, e expressivos 138,7% se comparados aos 2.315 de janeiro.

Protocolo

Mas, essa abertura estratégica não deve ser uma exceção restrita aos meses de pico. A prefeitura deveria adotar o funcionamento dos centros de saúde em pontos facultativos como praxe definitiva, consolidando o acesso contínuo e garantindo que o direito à saúde permaneça resguardado em qualquer dia da semana, mesmo para não haver sobrecarga no sistema.

Evitando filas

Manter a rede de atenção básica ativa nos dias de recesso administrativo resgata o verdadeiro sentido de eficiência na gestão pública. Quando o município assegura o acolhimento descentralizado, não apenas desafoga os prontos-socorros, mas também humaniza o atendimento ao cidadão mais vulnerável.

Constante

Essa política precisa se transformar em um legado permanente em Campinas, desvinculada de crises sazonais. Estabelecer o funcionamento ininterrupto como regra nos pontos facultativos consolida a prova de que o cuidado com a vida humana nunca deve pausar.