Correio da Manhã
Campinas

Após malote, investigação contra Vini é aprovada

Parlamentar pode perder mandato, caso CP indique sanção

Após malote, investigação contra Vini é aprovada

A Câmara instaurou uma Comissão Processante para apurar eventual prática de improbidade administrativa pelo vereador Vini Oliveira (Cidadania-SP), que corre o risco de perder o mandato. A Casa irá investigá-lo após reportagem da TV Record mostrá-lo em uma reunião em uma empresa de ônibus, em Paulínia (SP), onde um malote é alimentado com envelopes suspeitos. O parlamentar deixou o local portando a caixa.

A visita ocorreu em 1º de abril, menos de um mês após o leilão da concessão do transporte público de Campinas (SP). Em vídeo, publicado nas redes sociais, Vini negou as acusações. Não participou da votação na Câmara por motivos de saúde. Está com atestado por tempo indeterminado.

A comissão foi aprovada por 29 votos. Para sê-lo, era necessária concordância por maioria simples dos parlamentares presentes em plenário. Havia 30 na Casa. O colegiado será formado pelos vereadores Paulo Haddad (PSD-SP), que será o presidente da CP, Otto Alejandro (PL-SP), que será o relator, e Dr. Yanko (PP-SP).

Já o pedido de CP foi protocolado pela vereadora Mariana Conti (PSol-SP). Um segundo pedido foi protocolado pelo ativista político Adriano Vieira Novo, mas, o de Conti foi aceito por ter sido protocolado antes. Ambos passaram pelo crivo técnico da procuradoria da Câmara.

Mais uma

Um terceiro pedido foi protocolado por Aparecido José de Oliveira, mas sobre tema diferente. Aponta que o vereador teria nomeado uma funcionária para atuar como assessora parlamentar, mas que ela não presta serviço no gabinete de número 05.

O pedido de investigação da suposta servidora fantasma não foi aprovado pela Câmara. Foi rejeitado por 21 votos contrários, dos 29 parlamentares votantes naquele momento.

E mais uma

O vereador Nelson Hosrri (PSD-SP) declarou na tribuna que Vini teria acusado, no vídeo cujas partes foram editadas pela TV Record, que um outro parlamentar teria acariciado as partes íntimas de vereadores no plenário. Hosrri afirmou que, caso Vini não seja cassado por improbidade administrativa dadas as questões do malote, que deverá sê-lo por falta de decoro, referente a tais acusações de caráter sexual.

O vídeo teria cerca de uma hora e quinze minutos de duração e foi gravado na empresa de ônibus em Paulínia, onde Vini participou da reunião e saiu portando o malote suspeito.