Campinas encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com um superávit orçamentário consolidado de R$ 808,6 milhões. O balanço financeiro, apresentado em Audiência Pública de Metas Fiscais, indica estabilidade nas contas municipais, acompanhando o ritmo de crescimento dos indicadores econômicos nacionais no período.
De acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, as receitas totais da cidade somaram R$ 4,07 bilhões entre janeiro e abril deste ano, o que representa uma variação positiva de 5,2% em relação ao mesmo período de 2025. As despesas totais liquidadas no primeiro quadrimestre ficaram em R$ 3,27 bilhões.
Composição do Caixa
Em esclarecimento ao balanço do período, a assessoria da administração municipal detalhou a composição da disponibilidade financeira do município. O bolo total de recursos soma cerca de R$ 1 bilhão, porém o montante reúne verbas de diferentes órgãos, autarquias e fundos, cujas utilizações seguem regras e finalidades específicas em lei.
Em 30 de abril, o valor de recursos livres do Tesouro Municipal (dinheiro efetivamente disponível para despesas discricionárias da prefeitura) era de R$ 120,3 milhões. O restante do caixa está distribuído da seguinte forma:
. Recursos vinculados (destinação específica): R$ 590,7 milhões
. Fundos municipais: R$ 220,4 milhões
. Autarquias: R$ 132,4 milhões
. Câmara Municipal: R$ 24,8 milhões
Limites fiscais
No que diz respeito às obrigações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o município operou abaixo dos tetos estipulados de gastos. A despesa bruta com pessoal e encargos sociais consumiu 34,15% da Receita Corrente Líquida (RCL) da cidade, que atingiu R$ 9,03 bilhões. O índice está distante do limite de alerta legal, que é de 48,60%.
Na área social, as despesas liquidadas em Saúde representaram 18,80% da receita de impostos (acima do limite constitucional exigido de 17%). Na Educação, o índice aplicado foi de 19,03% (neste caso, o piso exigido por lei até o fechamento do ano fiscalizado é de 25%).
Cenário macroeconômico
O desempenho orçamentário local ocorre em paralelo a indicadores nacionais positivos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,8%, alcançando R$ 3,3 trillions em valores correntes.
A força da atividade econômica também impactou a arrecadação federal, que somou R$ 1,05 trilhão no acumulado do primeiro quadrimestre, impulsionada pelo desempenho histórico do mês de abril.
Planejamento e cautela nas contas
De acordo com o secretário de Finanças de Campinas, Aurílio Caiado, o resultado positivo do primeiro quadrimestre reflete o bom desempenho da arrecadação e o controle das despesas executadas, o que ajuda a manter o equilíbrio das contas públicas. Ele ressalta, no entanto, que o valor acumulado serve para garantir os compromissos dos meses seguintes.
"Cabe destacar, contudo, que o superávit foi inferior ao ano passado. Historicamente a arrecadação municipal apresenta maior concentração nos primeiros meses do exercício, em razão de eventos sazonais, como o pagamento em cota única de impostos e taxas", explicou o secretário.
Caiado completou apontando que a população não deve enxergar esse saldo como "sobra" permanente, já que o ritmo muda no decorrer do ano.
"Em contrapartida, as despesas tendem a apresentar aceleração ao longo do segundo e terceiro quadrimestres, circunstância continuamente acompanhada no decorrer da execução orçamentária do exercício."
Planejamento e cautela nas contas
De acordo com o secretário de Finanças de Campinas, Aurílio Caiado, o resultado positivo do primeiro quadrimestre reflete o bom desempenho da arrecadação e o controle das despesas executadas, o que ajuda a manter o equilíbrio das contas públicas. Ele ressalta, no entanto, que o valor acumulado serve para garantir os compromissos dos meses seguintes.
"Cabe destacar, contudo, que o superávit foi inferior ao ano passado. Historicamente a arrecadação municipal apresenta maior concentração nos primeiros meses do exercício, em razão de eventos sazonais, como o pagamento em cota única de impostos e taxas", explicou o secretário.
Caiado completou apontando que a população não deve enxergar esse saldo como "sobra" permanente, já que o ritmo muda no decorrer do ano.
"Em contrapartida, as despesas tendem a apresentar aceleração ao longo do segundo e terceiro quadrimestres, circunstância continuamente acompanhada no decorrer da execução orçamentária do exercício."
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