Correio da Manhã
COLUNA | PINGA-FOGO

Bastidores da Câmara de Campinas (SP) dão abertura de CP contra Vini como certa

Bastidores da Câmara de Campinas (SP) dão abertura de CP contra Vini como certa
Vereador Vini Oliveira (Cidadania-SP) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Nos bastidores da Câmara a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra Vini Oliveira (Cidadania-SP) é dada como certa. Mas, especualções de corredor à parte, a chance do pedido de Mariana Conti (PSol-SP) estar correto do ponto de vista técnico e passar pela procuradoria da Casa é evidente. Na sequência, só faltaria a aprovação dos edis.

 

Telhado de vidro

Neste aspecto, analistas políticos de Campinas lembram que Vini é persona non grata pela esquerda e que coleciona desafetos pela direita, devido à postura combativa, escancarada pelas redes sociais, estando praticamente a pé, neste momento, em que precisaria de aliados. Além disso, teria desperdiçado uma das chances de se defender.

Argumentos frágeis

De duas uma: ou porque não há como fazê-lo, ou porque foi falho em tal habilidade. Mas, para os pares, a versão de que o malote estaria com documentos, posteriormante protocolados no Ministério Público, não colou. Isso porque não fotam apresentados elementos suficientes para calar as suspeitas e boatos.

"Garoto de recado"

A própria Conti afirmou que não faz sentido o parlamenter fazer uma denúncia pela empresa de ônibus ao MP, sendo que a própria viação poderia fazê-lo. Além dos argumentos frágeis, questiona-se também a razão de Vini ter demorado tanto para se pronunciar, uma vez que ele mesmo é quem havia marcado o horário das 12h, mas só o fez quase seis horas depois.

"Correu na papelaria"

Sendo um tiktoker, ele saberia de que a urgências nas divulgações são imperativas nestes casos -sobretudo em tempos de internet. A piada, nos bastidores da Câmara, é de que ele teria ido à Calunga procurar um malote semelhante ao que foi exibido no vídeo, quando ele esteve na empresa de ônibus em Paulínia.

Presunção de inocência

Até o momento, não há prova de irregularidade. Além disso, o parlamentar tem direito ao contraditório. O que se espera é que a verdade, seja qual for, venha à tona, que a questão seja resolvida e que este lamentável episódio venha ser uma página virada por parte da Câmara.