Correio da Manhã
Cessão de prédio do INSS

Prédio do INSS será condomínio de moradia social

Prédio do INSS será condomínio de moradia social
Prédio do INSS, Rua General Osório, 808, Centro de Campinas Crédito: Google Maps/Reprodução

O prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Rua General Osório será um condomínio de 35 moradias sociais, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O edifício possui 2 mil m² de área construída e já abriga 60 famílias. A ocupação começou em 7 de setembro de 2025, com moradores dos bairros Parque Oziel, Campo Belo e Jardim Telesp. Recebeu o nome de Palestina Livre! Elesbão Vive! e ocorreu sob a organização do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, em conjunto com 18 ocupações distribuídas por 16 estados. Integrantes do movimento visitaram os bairros para convidar moradores a ocupar o prédio, que estava, segundo os ocupantes, desocupado. Por já estarem no imóvel, estas 60 famílias têm prioridade na destinação dos apartamentos. Mas, a regra se aplica aos que cumprirem os critérios estabelecidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

A portaria do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos estabelece ainda a cessão do prédio para obras de reforma e adaptação estrutural. Entidades sem fins lucrativos que possuem credenciamento no Minha Casa, Minha Vida - podem apresentar projetos. O prazo limite para o envio das propostas termina em 31 de maio, e o Ministério divulgará os selecionados em 12 de junho. O programa federal concede financiamento a famílias associadas para a construção ou reforma de habitações. O público-alvo é de famílias com renda de até R$ 2.640 por mês. Mas, há permissão para que 10% dos beneficiários de cada projeto possuam rendimento de até R$ 4.400 por mês.

Após o recebimento das chaves, as famílias poderão pagar em parcelas mensais pelo período de 60 meses (cinco anos). O valor da prestação vai corresponder a um percentual da renda obtida pelos moradores. A Secretaria do Patrimônio da União indicou a utilização de imóveis públicos para o atendimento a famílias de baixa renda. O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas aponta que a portaria resultou da atuação dos movimentos sociais, mas afirma que a efetivação das moradias depende da liberação de verbas e de projetos pelo governo. Planeja a realização de atos e distribuição de panfletos para manter a mobilização das famílias e assegurar a entrega das unidades habitacionais. Segundo a União, a iniciativa visa encerrar uma disputa jurídica. Em dezembro de 2025, a 6ª Vara Federal determinou a reintegração de posse em ação movida pelo INSS. Em março, o Judiciário reconsiderou e remeteu o processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias da Justiça Federal que obteve conciliação entre as partes.