A Comissão de Autocomposição responsável por negociar o futuro da concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, discute a possibilidade de antecipação da construção da segunda pista de pouso e decolagem no terminal. O grupo deverá concluir as conversas até o próximo dia 10 de junho, segundo publicação no Diário Oficial da União (DOU).
As negociações envolvem a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), responsável pela administração do aeroporto.
O governo federal discute aproveitar a renegociação da concessão de Viracopos para antecipar a construção obrigatória da segunda pista de pouso e decolagem no aeroporto. O objetivo é ampliar as alternativas de tráfego aéreo e evitar um possível colapso do sistema aeroportuário paulista nos próximos anos. As informações foram divulgadas inicialmente pela Folha de S. Paulo e as negociações foram confirmadas ao Correio da Manhã pelo Ministério de Portos e Aeroportos na última sexta-feira (22).
Atualmente, a construção da segunda pista está prevista em contrato apenas quando Viracopos atingir 178 mil pousos e decolagens por ano. Hoje, o terminal registra cerca de 124 mil operações anuais.
A discussão em andamento busca justamente antecipar essa obra dentro do novo desenho contratual da concessão. O Ministério de Portos e Aeroportos informou à reportagem que acompanha as negociações junto à Anac e demais interessados. Em nota enviada ao Correio da Manhã na última sexta-feira (22), a pasta afirmou que a agência reguladora instituiu, em setembro de 2025, uma Comissão de Autocomposição para “ajustar as questões contratuais com a concessionária”.
O ministério acrescentou ainda que segue “estritamente as diretrizes técnicas para a resolução do caso” e ressaltou que o processo tramita sob sigilo.
Conforme informado pelo Correio em reportagem publicada na última sexta-feira, 22 de maio, a antecipação da segunda pista vem sendo discutida pelo governo federal como alternativa para ampliar a capacidade do sistema aeroportuário paulista e evitar futura saturação aérea no estado.
Segundo estudos analisados pelo governo, o sistema formado pelos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos pode atingir limites operacionais nos próximos anos, dependendo do cenário de crescimento da demanda aérea.