O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) propôs a contratação de uma empresa especializada para elaborar os estudos técnicos e o projeto executivo da implantação de uma passarela de pedestres no Km 90+370 da Rodovia Engenheiro Miguel Melhado Campos (SP-324) em Campinas (SP).
O dispositivo não constava no projeto original de duplicação da via, e a iniciativa para a construção ocorre após o registro de acidentes, pressão popular e cobranças da imprensa regional, com vídeos e matérias jornalísticas incluídas no processo judicial para fundamentar a necessidade da obra.
A demanda por segurança na travessia, entre os bairros Campo Belo e Cidade Singer, motivou a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público do Estado de São Paulo MPSP), que passou a exigir e acompanhar estudos de viabilidade para a estrutura no trecho.
Durante a inauguração da duplicação da estrada, em abril, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) foi questionado a respeito da passarela e assumiu o compromisso público de viabilizá-la.
De acordo com a nota técnica do DER-SP, a Coordenadoria Geral Regional do departamento, em Campinas, realizou vistorias técnicas e constatou que o fluxo diário de veículos na SP-324 impede a travessia dos moradores com segurança.
Em nota enviada à imprensa, a associação Proesp, autora da ação judicial na qual a Nota Técnica do DER-SP foi anexada, informou que "se solidariza com todas as pessoas que direta ou indiretamente sofreram, e ainda suportam, os impactos negativos, com a realização das obras na rodovia ao longo dos últimos quase quatro anos".
Em fevereiro, o vereador Carmo Luiz (Republicanos-SP) protocolou na Câmara de Campinas uma moção de apelo direcionada ao Governo do Estado e ao DER-SP solicitando a construção urgente da passarela.
Já apelaram também pela travessia os vereadores Wagner Romão e Guida Calixto e Paola Miguel, do PT-SP; Mariana Conti e Fernanda Souto, do PSol-SP; e Gustavo Petta, do PCdoB-SP.