Uma empresa que fornecia carne para a merenda das escolas municipais de Campinas tem duas semanas para responder à Prefeitura sobre o excesso de gordura nos itens que forneceu à municipalidade. Ontem, a Secretaria Municipal de Educação (SME) abriu um processo administrativo para multá-la. O valor ainda será definido pela Pasta. A Prefeitura também comunicou o caso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). "As refeições nas escolas de Campinas são uma referência de qualidade no país, pelo cuidado e pela qualidade, e esse tipo de situação é intolerável. Por isso, foi definida a penalidade de multa e vamos comunicar a promotoria de Justiça da Infância e Juventude", explicou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.
Como ficam as refeições?
Todos os produtos serão recolhidos, e os cardápios usarão carnes, como frango e patinho, entregues por outras empresas vinculadas à rede. A Educação prevê ainda a abertura de novas licitações até o fim deste mês, para definir a compra de novos cortes de carne bovina em cubos para uso nas refeições.
A empresa fornecia carnes desde fevereiro. Venceu um processo licitatório com ata de registro de preços. Portanto, recebia a cada entrega realizada.
Já o excesso de gordura nas carnes foi registrado por cozinheiras das escolas, que acionaram a SME. Os itens também foram avaliações por nutricionistas da rede.
Merenda
A Educação registrou média diária de 301,8 mil refeições servidas no ano letivo de 2025. Atualmente, há 21 cardápios para atender a diferentes tipos de ensino, faixas etárias e períodos de permanência dos alunos nas escolas. As receitas são elaboradas por uma equipe de nutricionistas do Departamento de Alimentação Escolar da Ceasa Campinas, enquanto que a secretaria é responsável pela gestão e aplica as diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Os cardápios são elaborados com base em uma resolução publicada em maio de 2020 pelo Ministério da Educação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, em que é destacado o objetivo de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de práticas alimentares saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação e da oferta de refeições que cubram as necessidades nutricionais no período letivo.