Campinas contabilizou 67 contêineres da coleta mecanizada de lixo furtados ou queimados no primeiro quadrimestre.
O índice revela a continuidade de um problema enfrentado pela administração pública e pela concessionária responsável pelo serviço de limpeza, uma vez que em 2025 foram registradas 207 ocorrências de danos ao patrimônio. O episódio mais recente aconteceu na região central, na Avenida Senador Saraiva, durante a madrugada entre os dias 29 e 30 de abril, quando um homem ateou fogo em um equipamento na calçada. A ação foi registrada por câmeras de segurança de um prédio vizinho, que mostram ainda a intervenção de uma moradora, que usou um balde com água na tentativa de controlar as chamas e minimizar os danos materiais. Após o ocorrido, o Departamento de Limpeza Urbana lavou o pavimento e removeu os resíduos carbonizado.
Um novo contêiner já foi instalado no mesmo ponto para não prejudicar o descarte de lixo pelos residentes e comerciantes da área. De acordo com a Prefeitura, as investigações seguem em curso para identificar os responsáveis pelas depredações sistemáticas, que oneram a operação do descarte de resíduos no território municipal.
Das 207 unidades perdidas em 2025, 105 foram alvo de furtos e 102 sofreram vandalismo por fogo. Cada contêiner possui um custo de substituição estimado em R$ 2.000 para a empresa Campi Ambiental, que executa os serviços de coleta na cidade.
O contrato vigente estabelece que a Prefeitura não faça repasses financeiros adicionais para cobrir este tipo de sinistro, ficando o prejuízo sob responsabilidade da prestadora de serviço.
Histórico
O sistema foi introduzido em Campinas em 2014. Atualmente, conta com cerca de 8 mil equipamentos, que atendem 56 bairros. Por meio dele, caminhões equipados com braço robótico fazem o içamento e esvaziamento dos contêineres, de mil litros.
De acordo com a Prefeitura, o modelo apresenta vantagens como a otimização do serviço, a possibilidade de depositar o lixo a qualquer momento, menor contato humano com os resíduos e a proteção contra a ação de animais.
Este mês, o vereador Airton da Farmácia (PSB-SP) protocolou um requerimento questionando a Prefeitura sobre a ampliação da coleta seletiva mecanizada em bairros como a Vila Georgina. Questionou o número atual de pontos, a necessidade de reposição de contêineres quebrados e o planejamento para a ampliação geral do sistema.