O vereador licenciado do PT, Senival Moura, de São Paulo, voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira (28), em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião. A ação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A Justiça decretou a prisão preventiva do parlamentar e de outros seis investigados. Cinco pessoas foram presas, enquanto duas não haviam sido localizadas. As ordens foram expedidas após a conclusão do inquérito policial e o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público de São Paulo.
Além de Senival, foram presos Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza. Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins continuavam procurados. Os investigados são apontados como pessoas ligadas à direção, à administração ou à estrutura financeira da transportadora.
Segundo a investigação, Senival teria participação na gestão financeira da Transunião, embora não ocupasse formalmente cargo de direção. Os investigadores apuram o uso de terceiros e familiares para registrar bens e ocultar a titularidade de veículos, além de movimentações financeiras suspeitas entre pessoas e empresas relacionadas ao grupo.
A decisão que determinou as prisões foi assinada pelo juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins, da 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. Para o magistrado, a influência atribuída ao vereador sobre a empresa representa risco de continuidade da atuação na estrutura investigada.
Senival já havia sido preso em 25 de junho, durante a Operação Última Parada. Ele foi colocado em liberdade em agosto, após decisão judicial sobre a duração da prisão temporária. A nova ordem é de prisão preventiva. O parlamentar pediu afastamento do PT depois da primeira fase da operação.
A defesa nega envolvimento do vereador com organização criminosa ou participação em lavagem de dinheiro. O advogado Márcio Sayeg considera insuficiente a fundamentação apresentada para a prisão e informou que adotará medidas judiciais para questionar a necessidade e a legalidade da decisão.
A Transunião opera linhas de ônibus na zona leste da capital e está sob intervenção da Prefeitura de São Paulo desde junho. A medida foi adotada para manter a prestação do serviço durante as investigações. A empresa atende passageiros da região.
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