A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) publicou edital para contratar a empresa que implantará o Parque do Moinho, em Campos Elíseos, na região central de São Paulo. O contrato tem valor de referência de R$ 41,3 milhões e vigência de 24 meses a partir da assinatura. As empresas interessadas devem entregar os envelopes com as propostas em 19 de novembro.
O espaço público terá 61,3 mil metros quadrados e ocupará a área da antiga Favela do Moinho. Segundo o governo estadual, 851 famílias que viviam na comunidade foram reassentadas. O terreno pertencia à União e foi cedido ao Estado em julho de 2026 para a implantação do parque após o processo de transferência dos moradores.
A licitação será realizada em modo de disputa fechada. O edital foi publicado pela CDHU na sexta-feira (23), e a íntegra do documento está disponível no site da companhia, com as condições de participação e as informações sobre a apresentação das propostas. O orçamento divulgado é uma referência para a contratação.
Desenvolvido pelas equipes técnicas da CDHU, o projeto prevê execução em etapas. A primeira inclui cercamento do terreno, quadras poliesportivas, de basquete e de esportes de areia, parque infantil e academia ao ar livre. Também estão previstos sanitários, bebedouros e pistas para skate, bicicleta e caminhada.
A estrutura inicial contempla ainda espaços culturais e educativos destinados a oficinas e cursos ambientais. Em uma fase de consolidação, a proposta inclui horta urbana, viveiro de espécies nativas e pátio de compostagem. A implantação dos equipamentos será distribuída conforme as etapas previstas para o empreendimento.
O planejamento reúne quatro eixos: cultural e educativo, ecológico, esportivo e recreativo, além de serviços. Estão previstos caminhos para pedestres e ciclistas, áreas de permanência, mobiliário urbano, iluminação pública e paisagismo. Segundo o Estado, a proposta busca ampliar os espaços de lazer e convivência na região.
O terreno fica entre as faixas operacionais das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral do sistema ferroviário metropolitano, em uma área atravessada pelo Viaduto Engenheiro Orlando Murgel. O governo afirma que a localização foi considerada no projeto por reunir moradores e pessoas que circulam pelo centro para trabalhar, estudar ou acessar serviços.
Após a implantação do parque, está prevista uma nova estação de trem em terreno vizinho, com integração entre modais de transporte. A área destinada a essa etapa envolve imóveis da Ceagesp e de particulares, que estão em processo de transferência para o Estado. A estação integra o planejamento mais amplo para a região.
O parque será construído em quatro áreas distintas. A maior corresponde ao espaço anteriormente ocupado pela favela. Outra pertence à Ceagesp e está em processo de desapropriação pela CDHU, com autorização para trabalhos iniciais. Os dois imóveis restantes são particulares e também passam por desapropriação, com depósito inicial em juízo e autorização para intervenções preliminares.
A recuperação ambiental é outro objetivo informado pelo governo. A proposta prevê ampliar a vegetação e a permeabilidade do solo em uma região com poucos espaços verdes. No desenvolvimento do projeto, as equipes avaliaram topografia, drenagem, vegetação existente e a relação do terreno com o entorno, para definir a distribuição dos equipamentos e das áreas de circulação. A publicação do edital precede a escolha da empresa e assinatura do novo contrato.
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