O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), divulgou nesta segunda-feira (26) uma nota em que reconhece o encerramento do processo eleitoral e manifesta a expectativa de que o novo governo tenha êxito na economia. Apoiador de Flávio Bolsonaro (PL), ele também defendeu a melhoria das condições de vida da população e a condução do país com harmonia. O comunicado não cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo nome nem o parabeniza pela reeleição.
Nunes acompanhou a apuração de domingo (25) em Brasília, ao lado de Flávio e do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Após a derrota, o senador afirmou que não reconheceria o resultado e que pediria sua anulação. A manifestação do prefeito foi divulgada no dia seguinte.
Durante a campanha, Nunes organizou encontros com prefeitos e vereadores para aproximar Flávio de eleitores da periferia paulistana e da região metropolitana. No segundo turno, articulou o apoio de integrantes do MDB, que havia adotado neutralidade na etapa inicial. Também reuniu dirigentes de 17 estados em um encontro com o candidato nos Jardins, na capital.
A atuação da administração municipal na campanha é alvo de apuração do Ministério Público do Trabalho por suspeita de assédio eleitoral. Na sexta-feira (23), a Justiça do Trabalho proibiu a Prefeitura de pressionar servidores e terceirizados a participar de atividades político-partidárias. A decisão liminar prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A ordem garante a liberdade de voto e de orientação política dos trabalhadores. A gestão também foi obrigada a divulgar canais de denúncia do MPT e uma cartilha sobre prevenção ao assédio eleitoral, além de comprovar a existência de um canal interno sigiloso. As medidas foram determinadas após relatos de pressão para comparecimento a atos de campanha.
No domingo, a oferta de ônibus na capital também foi questionada pelo PT. A Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de toda a frota operacional, com gratuidade e frequência equivalente à dos dias úteis. Nunes negou falta de coletivos e afirmou que a demanda dos passageiros estava sendo atendida. A SPTrans alegou dificuldades operacionais decorrentes do prazo para cumprir a ordem judicial.
A determinação sobre o transporte previa multa de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, se fosse descumprida. A Prefeitura declarou ter ordenado a circulação integral dos ônibus. As acusações de irregularidades foram negadas.
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