Urbanismo e segurança

Câmara discute urbanismo e segurança pública em SP

Iluminação, pedestres, ocupação dos espaços pautam encontro na capital

Câmara discute urbanismo e segurança pública em SP
O requerimento que motivou o convite à SP Urbanismo destaca a visibilidade dos espaços e sua ocupação como elementos relevantes para a prevenção da criminalidade Crédito: Richard Lourenço | REDE CÂMARA SP

A Comissão Extraordinária de Segurança Pública da Câmara de São Paulo discutiu nesta terça-feira (20) a relação entre planejamento urbano e prevenção da criminalidade. O encontro teve a participação de Pedro Martin Fernandes, diretor-presidente da São Paulo Urbanismo, que apresentou considerações sobre como a arquitetura e a organização dos espaços podem influenciar a segurança na capital.

Iluminação, visibilidade e ocupação de áreas públicas estiveram entre os pontos abordados. A participação da SP Urbanismo foi aprovada por requerimento da vereadora Amanda Vettorazzo (União), presidente do colegiado e responsável pela condução da reunião. O documento relaciona o planejamento da cidade à prevenção de crimes e menciona a atuação da empresa em projetos de requalificação urbana.

Na avaliação de Amanda, a discussão sobre segurança deve considerar a maneira como a cidade é planejada, além das ações de combate direto à criminalidade. A vereadora defendeu que o desenho e a manutenção dos espaços urbanos sejam examinados como instrumentos de prevenção. Para exemplificar essa relação, mencionou a insegurança associada a ruas sem iluminação.

O diretor-presidente da SP Urbanismo apresentou exemplos de transformações em Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital, e em Paraisópolis, na zona sul. Ao tratar dessas experiências, apontou a necessidade de articulação entre urbanismo social, segurança pública e acesso à justiça. Esses três eixos foram relacionados em sua exposição sobre a organização da cidade e as condições de utilização dos espaços.

Fernandes abordou a integração entre políticas de segurança e equipamentos sociais. Segundo ele, essas áreas precisam ser consideradas de forma conjunta no planejamento urbano. A apresentação tratou das possibilidades de interação entre as intervenções na cidade e as medidas voltadas à segurança, com atenção às características dos locais por onde a população circula e permanece.

A circulação de pedestres foi outro tema da reunião. O dirigente discutiu como as pessoas se deslocam e de que maneira as escolhas de planejamento podem aumentar ou reduzir fatores ligados à segurança. O enfoque incluiu tanto os trajetos quanto os espaços de permanência, dentro da análise sobre a relação entre o desenho urbano e o uso cotidiano da cidade.

Entre os aspectos citados por Fernandes estão a iluminação e a utilização das áreas destinadas à permanência de pessoas. Ele também mencionou o aperfeiçoamento da legislação em associação com a tecnologia como uma das possibilidades a serem examinadas pela Câmara. Esses pontos foram apresentados como caminhos para a continuidade das discussões sobre planejamento e segurança pública.

O requerimento que motivou o convite à SP Urbanismo destaca a visibilidade dos espaços e sua ocupação como elementos relevantes para a prevenção da criminalidade. A requalificação urbana aparece nesse contexto como uma frente de atuação relacionada ao debate. Na reunião, a abordagem concentrou-se nas conexões entre a configuração dos ambientes e as políticas públicas discutidas pelo colegiado.

As manifestações de Amanda e Fernandes convergiram na defesa de uma análise da segurança que inclua as condições do espaço urbano. A parlamentar enfatizou a prevenção por meio do desenho e da manutenção da cidade, enquanto o representante da SP Urbanismo tratou da articulação com equipamentos sociais e acesso à justiça. O registro do encontro está disponível no portal da Câmara Municipal de São Paulo.