Presidência do Legislativo paulistano

João Jorge desponta como favorito na disputa pela Câmara de SP

Prisão de Milton Leite altera articulações para a eleição de dezembro

João Jorge desponta como favorito na disputa pela Câmara de SP
João Jorge tem interesse em suceder Teixeira e conta com o apoio de Nunes Crédito: Reprodução/Redes sociais

A prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) mudou as articulações para a eleição da presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Integrantes da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) passaram a ter mais espaço na disputa pelo comando do Legislativo em 2027. O vereador João Jorge (MDB) é apontado como favorito entre os aliados do prefeito, mas a escolha dependerá da votação dos parlamentares.

A eleição da Mesa Diretora está marcada para 15 de dezembro. O atual presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), ocupa o posto desde 2025 e não pode disputar um terceiro mandato consecutivo, conforme as regras internas da Casa. A sucessão abre uma negociação entre partidos e vereadores que compõem a base de apoio à administração municipal.

Antes de ser preso, Leite tinha influência sobre a definição do comando da Câmara. Embora tenha deixado o Legislativo no fim de 2024, ele havia negociado a permanência da presidência com o União Brasil durante a atual legislatura. O entendimento integrou as articulações para o apoio do partido à campanha de reeleição de Nunes. Com a prisão do ex-vereador, a continuidade desse arranjo passou a ser questionada por aliados do prefeito.

João Jorge tem interesse em suceder Teixeira e conta com o apoio político de Nunes, segundo a Folha de S.Paulo. Sua eventual candidatura, porém, ainda precisa ser discutida com os demais vereadores. Até a eleição, diferentes integrantes da base governista poderão buscar apoio para concorrer ao cargo. A presidência da Câmara é definida pelos próprios parlamentares, e o resultado das negociações permanece em aberto.

A disputa atual também reflete divergências observadas na eleição anterior. Em 2025, Leite tentou viabilizar Rubinho Nunes (União Brasil) para a presidência. A candidatura não prevaleceu, e Ricardo Teixeira recebeu o apoio do prefeito e de outros vereadores, entre eles João Jorge. Apesar de integrar o mesmo partido de Leite, Teixeira passou a atuar de forma mais alinhada à gestão Nunes.

A prisão de Leite afeta a influência que ele exercia sobre a bancada do União Brasil e sobre os acordos feitos para a formação da Mesa Diretora. Isso não define, por si só, quem será o próximo presidente da Casa. A votação de dezembro dependerá das candidaturas apresentadas e da composição de apoios entre os vereadores.

O presidente da Câmara conduz as sessões e representa o Legislativo. A escolha também terá impacto nas relações da Casa com a prefeitura durante o ano seguinte, na capital.