O Procon-SP alertou consumidores sobre uma fraude que modifica o QR Code e o código Pix Copia e Cola apresentados nas páginas de pagamento de lojas virtuais. A alteração redireciona o valor da compra para contas controladas por criminosos, embora o processo aparente funcionar normalmente para o cliente.
O golpe ocorre por meio da invasão do sistema da loja, e não necessariamente do celular ou do computador usado pelo comprador. Um código malicioso é inserido na plataforma de comércio eletrônico e substitui os dados legítimos do pagamento no momento em que a transação é concluída. Dessa forma, todos os consumidores que utilizarem o site comprometido podem ser afetados.
A fraude foi identificada principalmente em pequenos e médios estabelecimentos que utilizam a plataforma Magento. Segundo informações divulgadas por especialistas em segurança digital, ao menos 90 sites brasileiros foram encontrados com o código malicioso. A substituição pode atingir tanto o QR Code exibido na tela quanto a sequência numérica usada na modalidade Pix Copia e Cola.
A mudança não produz sinais visuais evidentes na página. Por isso, o Procon-SP recomenda que o consumidor confira os dados apresentados pelo aplicativo bancário antes de autorizar qualquer transferência. O nome ou a razão social do recebedor e o CNPJ devem corresponder às informações fornecidas pela loja.
O código malicioso também pode capturar dados de cartões de crédito quando essa forma de pagamento é escolhida. Nesse caso, a compra pode ser processada pelo estabelecimento, enquanto as informações do cartão ficam disponíveis para uso posterior em operações fraudulentas. A orientação é utilizar cartões virtuais temporários, cujos dados expiram depois da transação.
Caso o desvio seja percebido, o consumidor deve entrar em contato imediatamente com a instituição financeira, registrar a contestação e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução do Pix. O procedimento permite rastrear a transferência e tentar bloquear os recursos nas contas envolvidas. A rapidez na comunicação aumenta a possibilidade de recuperação, pois os valores podem ser enviados para outras contas em pouco tempo.
Também é recomendado guardar comprovantes, capturas de tela, mensagens, dados do pedido e protocolos de atendimento. Se a situação não for resolvida, o consumidor pode registrar reclamação nos canais do Procon e fazer um boletim de ocorrência. A documentação ajuda na análise do caso e na identificação das responsabilidades.
Os comerciantes devem manter os sistemas atualizados, adotar senhas fortes e monitorar alterações suspeitas nas páginas de pagamento.
A queda inesperada na confirmação de pedidos pagos por Pix também pode indicar que os valores não estão chegando à conta correta. Lojas que identificarem anormalidades devem suspender temporariamente a modalidade, revisar o ambiente tecnológico e informar os clientes potencialmente afetados.
O Procon-SP reforça que a conferência do destinatário deve ser feita em todas as transferências, mesmo quando a compra ocorre em um site conhecido. A aparência regular da página não garante que o código gerado esteja vinculado ao vendedor correto.
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