Sarampo

SP chega a 30 casos de sarampo registrados em 2026

Novos casos são de crianças menores de 2 anos e reforçam alerta no estado

SP chega a 30 casos de sarampo registrados em 2026
Jovens de 18 a 29 anos devem tomar duas doses da vacina Crédito: magnific

O estado de São Paulo chegou a 30 casos confirmados de sarampo em 2026 após a identificação de mais duas ocorrências da doença na capital paulista. Os novos registros são de crianças menores de 2 anos e foram incluídos no balanço epidemiológico depois da confirmação por exames laboratoriais. Os casos haviam sido notificados em agosto.

Dos 30 diagnósticos registrados no estado desde o início do ano, 27 ocorreram na cidade de São Paulo. São Bernardo do Campo contabiliza outros dois casos e Guarulhos tem um. Todas as ocorrências estão concentradas na Região Metropolitana de São Paulo.

A situação vacinal dos pacientes está entre os pontos acompanhados pelas autoridades de saúde. Em 22 dos 30 casos confirmados, as pessoas não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto. O número representa mais de 70% das ocorrências identificadas neste ano.

Os dois casos mais recentes estão relacionados a cadeias de transmissão que já haviam sido detectadas e permanecem sob acompanhamento da vigilância epidemiológica. Ao longo de 2026, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no estado.

A primeira ocorreu entre março e abril e estava associada a dois casos importados. Essa cadeia foi considerada encerrada após um período de 12 semanas sem o registro de novas infecções relacionadas. As outras três, identificadas nos meses de junho, julho e agosto, continuam sendo monitoradas.

As equipes de saúde acompanham pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e avaliam a necessidade de vacinação e de outras medidas para interromper a circulação do vírus. A estratégia busca identificar rapidamente possíveis novos casos e reduzir o risco de transmissão.

O avanço registrado em 2026 contrasta com os números do ano anterior. Durante todo o ano de 2025, São Paulo contabilizou dois casos de sarampo. Com os 30 diagnósticos registrados até setembro deste ano, as autoridades ampliaram as ações de vigilância e de incentivo à atualização da carteira de vacinação.

Em agosto, uma campanha de imunização foi realizada em Guarulhos e São Bernardo do Campo. Mais de 2,5 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em todo o estado durante o mês, considerando as diferentes ações de vacinação realizadas no período.

Na capital, a vacinação contra o sarampo também foi reforçada em áreas onde há acompanhamento de casos. A imunização é feita principalmente com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

O calendário de vacinação prevê a primeira dose contra o sarampo aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem ter duas doses registradas, respeitando o intervalo previsto entre as aplicações. Para adultos de 30 a 59 anos, a recomendação é ter pelo menos uma dose registrada. Trabalhadores da área da saúde devem apresentar duas doses, independentemente da idade.

Além do esquema regular, crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo podem receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral. A aplicação é uma medida adicional adotada diante da circulação do vírus na Região Metropolitana.

A dose antecipada não substitui as aplicações previstas no calendário infantil. Assim, mesmo as crianças imunizadas antes de completar 1 ano precisam receber novamente a vacina aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses.

O sarampo é uma doença viral de alta transmissibilidade. A infecção pode ocorrer pelo contato com partículas liberadas no ar por uma pessoa contaminada ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas avermelhadas na pele.

Diante do aumento de registros, a orientação das autoridades de saúde é para que a população verifique a situação vacinal e procure uma unidade de saúde caso existam doses pendentes. A vacinação permanece como a principal medida de prevenção contra a doença e de redução da circulação do vírus.