Entrega por drones

Câmara debate uso de drones em entregas em SP

Empresas apresentam operação e discutem desafios para adotar serviço na capital

Câmara debate uso de drones em entregas em SP
Colegiado debateu perspectivas da utilização de Drones na logística urbana em SP Crédito: Imagem criada por IA

A Comissão Extraordinária de Inovação, Tecnologia e Cidade Inteligente da Câmara Municipal de São Paulo discutiu, nesta segunda-feira (31), o uso de drones no transporte de pedidos. Representantes do iFood e da Speedbird Aero apresentaram o funcionamento da tecnologia, experiências realizadas em outras cidades e possíveis aplicações na logística urbana da capital.

O iFood informou que mantém uma operação em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em pontos determinados. Nesse modelo, o drone transporta a mercadoria até uma área de retirada, onde um entregador assume o deslocamento até o endereço do consumidor.

Segundo a empresa, a iniciativa é utilizada em um condomínio localizado às margens de uma rodovia. O objetivo é evitar o percurso mais longo que seria necessário por via terrestre. A companhia avalia consolidar a experiência em Barueri antes de apresentar uma proposta de operação para a cidade de São Paulo.

A plataforma afirmou que o transporte aéreo pode reduzir o consumo de combustível e encurtar trajetos. A tecnologia, entretanto, ainda não permite que os pedidos sejam entregues diretamente na residência dos clientes. A etapa final continua sendo realizada por entregadores.

Responsável pelo desenvolvimento e pela operação das aeronaves, a Speedbird Aero explicou que analisa as características de cada local antes de definir as rotas. Os drones pertencem à empresa, que também realiza os processos de homologação junto aos órgãos responsáveis.

De acordo com a companhia, uma aeronave pode transportar de três a cinco pedidos simultaneamente. Uma das alternativas em análise é a instalação de centros de distribuição em locais como shopping centers. Nesses pontos, os entregadores receberiam as mercadorias para concluir o percurso.

A legislação atual exige a presença de um operador responsável pelo acompanhamento dos voos, embora os equipamentos tenham capacidade de navegação autônoma. A eventual implantação do serviço na capital ainda depende de estudos técnicos, definição de rotas e análise das normas de segurança e de circulação aérea.

Durante a reunião, vereadores defenderam a discussão de regras específicas para o serviço em São Paulo. Entre os fatores citados estão a população da cidade, o volume de veículos, os congestionamentos e a movimentação de helicópteros no espaço aéreo paulistano.

A comissão também recebeu informações sobre um projeto-piloto de totem de acessibilidade que deverá ser instalado na Câmara. O equipamento terá orientações para auxiliar pessoas com deficiência a localizar salas, gabinetes e outros espaços do Legislativo municipal com maior autonomia.