A cidade de São Paulo registrou 3.432 casos de tuberculose entre janeiro e junho de 2026, segundo dados provisórios da Secretaria Municipal da Saúde. O levantamento considera moradores da capital e foi atualizado em 30 de junho. As informações ainda podem sofrer alterações nas próximas atualizações do sistema de vigilância epidemiológica.
O número representa 28,59 casos para cada 100 mil habitantes no período. Em 2025, foram contabilizados 7.328 casos ao longo de todo o ano, com incidência de 61,04 por 100 mil habitantes. Em 2024, foram 7.346 registros, enquanto 2023 terminou com 7.089 notificações.
A tuberculose é uma doença infecciosa causada principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A forma pulmonar é a mais comum e pode ser transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com pouca ventilação, por meio de partículas eliminadas por pessoas infectadas ao falar, tossir ou espirrar.
Na capital paulista, o acompanhamento dos casos é feito pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal da Saúde. A pasta mantém uma série histórica com os registros da doença e atualiza os números mensalmente. Os dados referentes a 2026 são classificados como provisórios e estão sujeitos a revisão.
O levantamento também aponta concentração dos registros entre adultos e jovens, faixa que aparece entre os grupos mais afetados pela doença. A identificação dos casos por idade é utilizada pelos serviços de saúde para orientar ações de diagnóstico, acompanhamento e controle da transmissão.
O diagnóstico precoce é considerado uma das principais medidas para interromper a cadeia de transmissão. Pessoas com sintomas persistentes, especialmente tosse por três semanas ou mais, devem procurar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação. Outros sinais que podem ocorrer são febre, suor noturno, cansaço, perda de peso e falta de apetite.
O tratamento da tuberculose é realizado com medicamentos específicos e, quando seguido corretamente, pode levar à cura. A Secretaria Municipal da Saúde mantém orientações técnicas para o tratamento e o acompanhamento de adultos e adolescentes com a doença.
A rede municipal também disponibiliza informações epidemiológicas e documentos técnicos sobre a tuberculose. A atualização mais recente da série histórica foi publicada em julho e reúne registros desde 2007, permitindo comparar a evolução dos casos na cidade ao longo dos anos.
Os dados de 2026, por abrangerem somente os seis primeiros meses do ano, não devem ser comparados diretamente com os números anuais anteriores. O total pode aumentar com a inclusão de novas notificações e correções na base de dados.
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