A Prefeitura de São Paulo inaugurou quatro novos bosques urbanos na região central da capital, ampliando a cobertura vegetal em áreas de alta densidade urbana. Os espaços somam mais de 4 mil árvores e mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e integram a estratégia municipal de expansão da infraestrutura verde e adaptação às mudanças climáticas.
Os novos bosques foram implantados em diferentes pontos da região central: Bosque Suiriri, sob o Viaduto Santa Ifigênia; Bosque Mariquita, na Avenida 23 de Maio; Bosque Pica-Pau, na Avenida do Estado; e Bosque Pintassilgo, na Rua João Passalaqua. Segundo a administração municipal, a iniciativa busca recuperar áreas antes pouco arborizadas e ampliar os benefícios ambientais em locais com intensa circulação de pessoas.
De acordo com a Prefeitura, os bosques contribuem para reduzir os efeitos das ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar, aumentar a permeabilidade do solo e favorecer a biodiversidade urbana. As áreas também funcionam como corredores ecológicos, oferecendo abrigo e alimentação para aves, insetos e outros animais que vivem na cidade.
Entre as espécies plantadas estão ipês de diferentes cores, pau-ferro, jerivá, cambuci, grumixama, pitanga, uvaia, gabiroba, peroba-rosa, jatobá, paineira, palmito-juçara, manacá-da-serra e araucária. A seleção das árvores levou em consideração as características de cada local, incluindo incidência de luz, disponibilidade de espaço e potencial para o desenvolvimento da vegetação. No Bosque Suiriri, por exemplo, parte das espécies foi escolhida por apresentar melhor adaptação a áreas de meia-sombra devido à estrutura do viaduto.
A implantação dos novos espaços contou com ações de plantio envolvendo equipes da Prefeitura, representantes de entidades e moradores da região. Segundo a administração municipal, a participação da comunidade faz parte da estratégia de incentivo à preservação das áreas verdes e ao acompanhamento do desenvolvimento dos bosques.
Com a entrega das quatro novas unidades, a Prefeitura amplia a rede de bosques urbanos distribuídos pela cidade. O programa prevê a transformação de áreas subutilizadas em espaços vegetados, com o objetivo de aumentar a cobertura arbórea, fortalecer a resiliência ambiental da capital e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
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